Black Friday neoliberal em marcha bombeia Lula de forma irresistível

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(Foto: Ricardo Stuckert)


Pelo andar da carruagem ditada por pesquisas pré-eleitorais, Lula já tá lá; bateria todos no primeiro turno; que desespero dos adversários! 

Bolsonaro mais parece aquele coelho desesperado sob o alvo da águia em céu aberto, sem ter para onde se enfiar, quanto mais os números da economia mostram o horror neoliberal que Paulo Guedes está deixando de herança: 50 milhões de desocupados sem renda, subconsumismo fenomenal; 

Moro, que pensa que está entrando num ambiente favorável, tem contra si a opinião pública esclarecida, que sabe o que aprontou com Operação Lavajato, revelando-se ao mundo juiz imparcial, enquanto lhe falta, como reconheceu o general Mourão, massa, que ganha eleição, por ser ele ilustre desconhecido, sem poder de comunicação.

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Os adversários de Lula(Bolsonaro, Dória, Moro), por estarem no campo do desastre neoliberal, deixam o presidente em situação cada vez mais vantajosa; nem dos três tem proposta para atacar o desemprego, para valer; os três candidatos da direita e ultradireita batem na tecla neoliberal que não tem apelo apelo popular algum, pois pregadores de reformas fracassadas que não vingam na prática; são deixadas de lado por todos os países capitalistas, que, no cenário da pandemia, adotam políticas monetárias expansionistas, na linha da teoria das finanças funcionais, como evidenciaram medidas adotadas semana passada por Estados Unidos, Japão, Europa, sem falar na China, que vai de vento em poupa, mandando ver nos gastos públicos, para puxar demanda global.

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Guedes se desmoraliza porque já não fala coisa com coisa e o que ainda tem para falar, de forma desconectada, não contribui sequer para acalmar o mercado, nessa altura do campeonato, certamente, conjecturando se vale a pena brigar contra a realidade, ou seja, contra a onda Lula, sintonizada com o mundo desenvolvido, que deixou de lado as restrições monetárias para evitar os colapsos anunciados pela pandemia.

Os especuladores tentam criar a imagem de um Lula radical/artificial fakenews, para repudiá-lo, de modo a manter, com os Guedes da vida, o melhor dos mundos para si, vendendo e doando tudo, como aconteceu, nessa semana, com a liquidação tipo black friday da refinaria de Lanulfo Alves, da Petrobrás, na Bahia; Bolsonaro faz opção clara pelo neocolonialismo, ao exportar petróleo cru, sem cobrar imposto de exportação e importar gasolina e diesel, cotado em dólar, para ser pagos em real, aprofundando inflação, desindustrialização e destruição do mercado interno; as previsões sombrias do próprio mercado para 2022 criam, nos especuladores, ambiente de terror que mais temem, isto é, perigo de falências e moratórias generalizadas.

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CRASH À VISTA

As reformas neoliberais, que, no início do governo Bolsonaro, eram vendidas como solução para alavancar economia, elevando emprego e combatendo inflação, mostram o oposto; com a reforma trabalhista, os salários, sem os quais a demanda efetiva desaparece, para dar ar de vida à economia, criou ambiente de cemitério econômico; o que mais se vê pelas ruas e avenidas Brasil afora é liquidação e imóveis para alugar e desespero dos empresários em defesa de renegociação dos seus débitos fiscais; como pagar impostos sem faturamento? Frente ao subconsumo em marcha, não há como cumprir compromissos; 2022 começará sob signo de moratória, depois das black friday; comércio, indústria e serviços viverão eterna sexta feira negra; o prenuncio do desespero começa já nesse final de ano; quem vai viajar por esse Brasil continente para ir às praias, com a gasolina a R$ 7 o litro? 

A infraestrutura do turismo deve sofrer baque, com ofertas maiores que demandas, produzindo bancarrotas para os que realizaram investimentos, na vã esperança de faturamentos; acreditaram na pregação da retomada econômica depois de realizadas reformas neoliberais e veem diante do conto do vigário; a queda do poder de compras dos salários, de cerca de 10%, nos últimos doze meses, o recuo de 0,1% do PIB no terceiro trimestre e a previsão de que no próximo ano, novamente, a situação será de horror, muda a cabeça do mercado quanto a acreditar na eficácia do bolsonarismo fascista neoliberal como alternativa legal; o retorno da fome, como produto da liquidação do patrimônio nacional, a demonstrar que é quimera vender ativos baratos em nome de ajuste fiscal para pagar dívidas, desperta a população para a verdade simples e sadia: só é possível sair a crise fortalecendo e não destruindo forças produtivas, geradoras de valor trabalho, que se autovaloriza na produção e no consumo, e não na especulação, marca registrada na macroeconomia dos neoliberais da Fazenda e do Banco Central. 

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NADANDO DE BRAÇADA

Nesse contexto, de colapso da financeirização econômica, que dá sombra, apenas, pelo pessoal da Faria Lima, enquanto espraia fome, Lula está nadando de braçada, com a juventude, principalmente, predisposta a carregá-lo nas costas, visto que com os neoliberais não tem nada a ganhar, só a perder. A pretensa novidade alternativa a Lula seria Moro, cujo suporte em matéria de proposta econômica é o repeteco Guedes, com o economista ultraneoliberal Affonso Celso Pastore de assessor, a pregar sucateamento da Petrobrás e continuidade do teto de gastos, que está afundando Bolsonaro a olhos vistos, dificultando sua (in)disposição pelo Auxílio Brasil, por meio de solução caloteira tipo PEC dos Precatórios; se, no momento, a solução bolsonarista é dar calote na classe média, detentora dos precatórios, a fim de levantat dinheiro para os miseráveis, socialmente, excluídos pelo neoliberalismo de Paulo Guedes, mais adiante chegará o momento de calotear os detentores de títulos da dívida pública; como esse momento se aproxima e os credores já sentem a água bater no traseiro, o que se vê, desde já, por parte deles, é tentativa receber ativos públicos em garantia; desejam pegar para eles, a Caixa Econômica, o Banco do Brasil, a Petrobrás, a Eletrobrás e, igualmente, por que não, a Amazônia, as reservas de água e minérios, bem como apoderarem de receitas tributárias, desviando-as, como denuncia o movimento Cidadã da Dívida, por meio da malandragem da secutirização de créditos etc.

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

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