Brasil e Argentina: dois párias internacionais

Macri esteve sempre interessado no futebol, no contrabando, a fraude econômica e nos paraísos fiscais. Ele nunca gostou de governar, por isso foi o modelo ideal de todos os meios de comunicação do poder financeiro hegemônico; Qualquer semelhança com o Brasil não é mera coincidência

Brasil e Argentina: dois párias internacionais
Brasil e Argentina: dois párias internacionais (Foto: Beto Barata)

Brasil se torna um pária internacional ao desobedecer a ONU e corre o risco de perder investimentos e negócios da comunidade internacional, ao mesmo tempo Argentina se torna um pária na economia ao deixar seu futuro nas mãos do FMI.

No Brasil a direita apresenta várias cartas para a sua eleição presidencial, quase todas neoliberais, isto é, candidatos fantoches alugados pelos especuladores financeiros estrangeiros, como no caso de Bolsonaro, Alckmin, Marina, Amoedo e Álvaro Dias.

Ao mesmo tempo que isso acontece no Brasil, o neoliberalismo argentino que defendia a TV Globo desaba e colapsa. Na Argentina, o dólar subiu 20 pesos em oito meses. Pela primeira vez na história, o peso uruguaio vale mais do que o peso argentino.

Macri esteve sempre interessado no futebol, no contrabando, a fraude econômica e nos paraísos fiscais. Ele nunca gostou de governar, por isso foi o modelo ideal de todos os meios de comunicação do poder financeiro hegemônico.

Quando Macri era prefeito da cidade de Buenos Aires, quem governou era seu ministro-chefe Horacio Rodriguez Larreta e agora que Macri é presidente da Argentina quem governa é o ministro-chefe Marcos Peña. O problema é que se renúncia Marcos Peña, Macri não saberia o que fazer com essa posição como presidente.

O governo de Macri nunca explicou para que ele veio. A classe média foi infantilizada, fazendo-a repetir notícias ruim da Venezuela, ou criando um preconceito social contra os pobres. As políticas de assistência social foram estigmatizadas como populistas.

Agora Macri tem um problema com o dólar que é valorizado todos os dias e uma inflação incontrolável.
No governo Macri a Argentina se endividou (em menos de três anos) em 116 bilhões de dólares, mais do que nos oito anos da ditadura militar.

O FMI tem como objetivo a afundar Argentina, já que planeja dos Estados Unidos deixar a América Latina com dívidas pesadas, sem indústrias, e como fornecedor de matérias-primas baratas, e um judiciário fantoche que substituía as ditaduras militares, a fim de controlar as eleições democráticas no gostos dos agiotas estrangeiros.

O problema da Argentina é que agora sofre uma escassez, ninguém sabe que preço terá as coisas amanhã, ninguém quer vender, ninguém quer comprar.

A causa dos cadernos foi uma invenção dos serviços de inteligência e do jornal La Nación, para continuar a tarefa da perseguição de Cristina Kirchner e o desmantelamento das empresas de construção argentinas. Mas se tornou um bumerangue e terminou com a seus últimos amigos do ambiente empresarial.

Esta crise não foi avisada, ninguém sabia de que o capital financeiro estrangeiro alugava a mídia, os juízes e os jornalistas, para trair a pátria, para distrair com ruídos.

Qualquer semelhança com o Brasil não é mera coincidência.

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