Brasil: epicentro da pandemia, da fome, do desemprego e da miséria

Bolsonaro sempre foi o que disse que era e o que demonstrava ser. E, ainda que continuasse com o seu discurso – e dos membros de seu (des)governo – racista, misógino e classista, durante todo esse tempo foi apoiado por eles

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Ao longo dessas duas semanas que se passaram vimos membros da elite empresarial nacional se manifestarem, diretamente na mídia corporativa (O Globo, Estadão, Folha de São Paulo...) ou através de seus porta-vozes (Míriam Leitão e companhia), contra o (des)governo de Jair Bolsonaro, criticando-o e até mesmo desistindo dessa desventura.

Como podem explicar (não podem na realidade!) que entre um professor universitário compromissado com o diálogo e a democracia e um capitão do exército expulso da corporação por insubordinação e atos de terrorismo; que entre um ex-prefeito de São Paulo que prezou pelo respeito e pela construção de consensos e um ex-deputado federal do “baixo clero”, improdutivo e que exaltava a ditadura militar e a tortura; que entre um candidato que tinha um projeto de nação com desenvolvimento e inclusão social e um candidato sem projeto, escolheram Jair Bolsonaro.

A elite empresarial brasileira, seus porta-vozes na mídia corporativa e seus representantes políticos e expoentes no aparato jurídico-policial (polícias e Forças Armadas) agiram intencionalmente, e até mesmo ferindo de morte o Estado Democrático de Direito (com as ações imorais e ilegais da Lava Jato), para frear um projeto político nacional que retirou o Brasil do mapa da fome, que removeu milhões de brasileiros da pobreza e que tornou o país menos desigual com os diversos programas políticos e sociais colocados em prática (Bolsa Família, Minha Casa-Minha Vida, Prouni, entre outros programas de valorização da renda e do emprego) pelos governos do Partido dos Trabalhadores.

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Eles criaram um ambiente de ódio com a difusão de fake news a fim de promover a criminalização do PT e das esquerdas em geral. Para eles era preciso mudar o país de rumo e assegurar o privilégio de uma elite com raízes escravocratas e de uma classe média cheia de ódio com a inclusão do pobre nas universidades, nos aeroportos e nos restaurantes. Era necessário entregar as riquezas nacionais, tornar o país submisso aos interesses norte-americanos e destruir as conquistas e os direitos sociais.

Nesse ambiente de intolerância e ódio surfou Bolsonaro, com o apoio dos personagens já mencionados e, pasmem, de “líderes religiosos” que pregam a “palavra de Deus” (Silas Malafaia, Edir Macedo, Valdomiro Santiago, R.R. Soares e outros). Todos eles entre Haddad e Bolsonaro, votaram com convicção no segundo.

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Não há desculpa! Bolsonaro sempre foi o que disse que era e o que demonstrava ser. E, ainda que continuasse com o seu discurso – e dos membros de seu (des)governo – racista, misógino e classista, durante todo esse tempo foi apoiado por eles. Mesmo com a sua política negacionista e de morte na pandemia, muitos como as Forças Armadas, os líderes neopentecostais mencionados, parte significativa da mídia corporativa e da elite e, claro, a sua base radical mais fiel (os bolsonaristas) continuam sustentando e apoiando esse (des)governo. 

Como resultado disso temos: mais de 330 mil mortos, mais de 14 milhões de desempregados e de 38 milhões em trabalhos informais e/ou precários (temporários e intermitentes – frutos da destruição da legislação trabalhista). A fome é uma realidade que bate à porta de milhões de brasileiros. O custo de vida aumentou significativamente, assim como a desigualdade social e a miséria. 

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Nesse sentido, é necessário dizer com letras garrafais: HÁ CORRESPONSABILIDADE NISSO! Bolsonaro não está sozinho. Não são somente as suas mãos que estão manchadas de sangue, de fome e de miséria! 

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

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