Cadê a prova? Por esta pergunta é que o Brasil não se cala

"Na velha normalidade, antes do golpe e do ativismo ideológico de parte do Judiciário, a postura natural seria acreditar na Justiça. Pois os três togados de Porto Alegre teriam suas consciências assediadas por uma pergunta: cadê a prova? Ou as provas", coloca a colunista Tereza Cruvinel; "Mas estamos fora da normalidade e já foram emitidos, por eles, sinais muito claros e fortes, que alimentam o ceticismo dos que falam em condenação anunciada", acrescenta; para ela, por muitos motivos "os apoiadores de Lula têm dificuldade para acreditar na Justiça. Mas é acreditando que os desembargadores serão cutucados por suas consciências que eles irão a Porto Alegre, participam de comitês de defesa de Lula e fazem com que o Brasil não se cale diante da pergunta: cadê a prova?"

"Na velha normalidade, antes do golpe e do ativismo ideológico de parte do Judiciário, a postura natural seria acreditar na Justiça. Pois os três togados de Porto Alegre teriam suas consciências assediadas por uma pergunta: cadê a prova? Ou as provas", coloca a colunista Tereza Cruvinel; "Mas estamos fora da normalidade e já foram emitidos, por eles, sinais muito claros e fortes, que alimentam o ceticismo dos que falam em condenação anunciada", acrescenta; para ela, por muitos motivos "os apoiadores de Lula têm dificuldade para acreditar na Justiça. Mas é acreditando que os desembargadores serão cutucados por suas consciências que eles irão a Porto Alegre, participam de comitês de defesa de Lula e fazem com que o Brasil não se cale diante da pergunta: cadê a prova?"
"Na velha normalidade, antes do golpe e do ativismo ideológico de parte do Judiciário, a postura natural seria acreditar na Justiça. Pois os três togados de Porto Alegre teriam suas consciências assediadas por uma pergunta: cadê a prova? Ou as provas", coloca a colunista Tereza Cruvinel; "Mas estamos fora da normalidade e já foram emitidos, por eles, sinais muito claros e fortes, que alimentam o ceticismo dos que falam em condenação anunciada", acrescenta; para ela, por muitos motivos "os apoiadores de Lula têm dificuldade para acreditar na Justiça. Mas é acreditando que os desembargadores serão cutucados por suas consciências que eles irão a Porto Alegre, participam de comitês de defesa de Lula e fazem com que o Brasil não se cale diante da pergunta: cadê a prova?" (Foto: Tereza Cruvinel)

O ex-ministro Bresser Pereira, sensato e ponderado, recomenda um crédito à Justiça aos que já dão Lula como condenado pelos três desembargadores do TRF-4, no dia 24. Na velha normalidade, antes do golpe e do ativismo ideológico de parte do Judiciário, esta seria mesmo a postura natural. Acreditar na Justiça. Pois na velha normalidade haveria a crença de que, ao examinarem a sentença do juiz Sérgio Moro, que condenou Lula a 9,6 anos de prisão por  supostamente ter recebido o tríplex do Guarujá como propina, os três togados de Porto Alegre teriam suas consciências assediadas por uma pergunta: cadê a prova? Ou as provas. Moro condenou Lula sem provas e amparando-se na delação do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro. Examinando os autos, e assim concluindo, os três desembargadores seriam compelidos a absolver Lula. Mas estamos fora da normalidade e já foram emitidos, por eles, sinais muito claros e fortes, que alimentam o ceticismo dos que falam em condenação anunciada. Um deles, a declaração de que, se for condenado, Lula não será imediatamente preso. Uma declaração destas não pode ser recebida senão como indicativo de que haverá condenação.

Além da pergunta “cadê a prova?”, refrão de uma marchinha carnavalesca em defesa de Lula que roda na Internet, há uma outra que devia incomodar os desembargadores. Por que Moro, ao pedir o confisco dos bens de Lula, não arrolou entre eles o tríplex do Guarujá? Pelo fato elementar de que tal apartamento pertence à OAS, de fato e no papel. Mais uma vez, a defesa de Lula tentará provar isso, agora com base na sentença da juíza de Brasília que autorizou a penhora do imóvel para garantir o pagamento de um credor da empreiteira.  Esta é uma situação duplamente surreal. Primeiro, pela inversão do ônus da prova, pois se Moro não conseguiu provar que Lula é dono do tríplex, sua defesa é que está provando o contrário. Mas o surrealismo aumenta com o fato de que esta contraprova, já ignorada por Moro, pode ser novamente ignorada pelos desembargadores de Porto Alegre.

Por tudo isso, os apoiadores de Lula têm dificuldade para acreditar na Justiça. Mas é acreditando que os desembargadores serão cutucados por suas consciências que eles irão a Porto Alegre, participam de comitês de defesa de Lula e fazem com que o Brasil não se cale diante da pergunta: cadê a prova?

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