Cocô de Bolzo pode cair na cabeça de Guedes

O ministro de Bolsonaro, homem do mercado financeiro, não está, como seu colega argentino, dando conta do recado: colocar a economia para funcionar. Sua hora também está chegando

(Brasília-DF,  06/05/2019) Presidente da República, Jair Bolsonaro durante reunião com o Ministro da Economia, Paulo Guedes.
Foto: Isac Nóbrega/PR
(Brasília-DF, 06/05/2019) Presidente da República, Jair Bolsonaro durante reunião com o Ministro da Economia, Paulo Guedes. Foto: Isac Nóbrega/PR (Foto: Isac Nobrega)

Alô, alô, Paulo Guedes, seu colega argentino, Nicolas Dujovnes, que segue sua mesma política, aliás, seguia, no governo Macri, na Argentina, dançou.

Disse que cumpriu seu dever direitinho, cortou gastos e segurou déficit mediante austeridade fiscal, receitada pelo FMI.

O essencial não deu certo: criar o ambiente econômico capaz de ganhar eleição. 

Receituário neoliberal não suporta teste das urnas.

Também, pudera, a essência das medidas neoliberais é derrubar empregos e espalhar fome e desigualdade social em nome do livre mercado.

Macri, nesse sábado, chamou, às pressas, Hernan Lacuna, comandante da economia de Buenos Aires.

Não fez nada de grandioso, senão obedecer, também, ao FMI.

Mas, a vantagem é que está menos desgastado do que Dujones, sacrificado, para tentar salvar Macri, na hora da morte.

Por aqui, em terra brazlies, Paulo Guedes, que segue o mesmo receituário do FMI, sem estar, ainda, no FMI, como está a Argentina, bota prá quebrar.

Sua política economicida só produz barbaridades: 13 milhões de desempregados, 30 milhões de desalentados/desocupados e 63 milhões de inadimplentes, dependurados no SPC.

As filas de trabalhadores se esticam pelas cidades do país afora.
Mais de 100 milhões de consumidores marginalizados pela terapia ultraneoliberal pauloguedeseana.

Nada mais anticapilitalista.

O ministro de Bolsonaro, homem do mercado financeiro, que acelera entrega das estatais ao capital estrangeiro na bacia das almas e promove deformas de interesse do mercado financeiro especulativo no Congresso, não está, como seu colega argentino, dando conta do recado: colocar a economia para funcionar.
Sua hora também está chegando.

Afinal, virou sinônimo de instabilidade geral.

Está na corda bamba.

Já, já Bozo joga cocô nele.

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