Colapso do congelamento neoliberal

Caos argentino à vista

Vai caindo a ficha dos neoliberais, pregadores neuróticos do livre mercado e da austeridade fiscal a qualquer custo, diante do estrangulamento das finanças públicas, produzido pela PEC 95 do teto de gastos, imposta pelo golpe de 2016.
Não tem dinheiro para mais nada, e não por excesso de gastos sociais, mas por falta deles.
A loucura neoliberal não entendeu, ainda, que gasto social não é custo, é renda.
O governo gasta para arrecadar.
É jogo dialético.
Governo não é dona de casa, que gasta só o que tem no bolso.
Ele é produtor de receita, desde que gaste.
Se não gastar não há arrecadação.
Gastou, tem dinheiro em caixa, porque a lógica do gasto é sua própria multiplicação, como ensina Gunnar Myrdal, Keynes, Getúlio, os positivistas do século 19, Bismark, e comunistas, como Lenin etc.
Congelar os orçamentos da educação, da saúde, da segurança, da infraestrutura é economicídio.
O pessoal de Paulo Guedes leva Bolsonaro para a bancarrota de Macri, na Argentina: descongela apenas para os rentistas, que não gastam nada, nem pagam impostos, pois são sonegadores empedernidos, jogando suas reservas nos paraísos fiscais.
Resultado: não se pode mais cumprir a danada da regra de ouro orçamentária, que proíbe imprimir moeda para pagar dívida e salários.
No ano passado, o tesouro teve que fazer isso, imprimiu R$ 280 bilhões.
Caso contrário, haveria explosão, não teria grana para pagar salários dos servidores.
Esse ano, repeteco.
A máquina terá que imprimir outros R$ 380 bilhões, por aí.
Esse dinheiro vai para circulação virar arrecadação, ao contrário dos mais de R$ 400 bilhões destinados ao pagamento de juros e amortizações, que não dão retorno algum ao desenvolvimento sustentável.
A realidade está mostrando aos esquizofrênicos defensores da tese maluca, que faz cabeça de Guedes, que seguir a sua recomendação joga o país no caos.
O Brasil, sob Guedes, está debaixo do padrão ouro, que acabou na crise do lassair faire, no crash de 1929.
Voltar a ele, é retornar ao útero materno.
Só Freud explica.

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