Com Renan e Cunha na lista do Janot, impeachment já era!

Quem votará pela derrubada de uma presidenta acima de qualquer suspeita, que não figura em nenhuma lista?

Concordo com esse raciocínio do 247. É cristalino.

Inquéritos abertos contra Cunha e Renan, presidentes das duas casas legislativas, enterram definitivamente o impeachment.

Afinal, quem votará o impeachment? Os deputados sob suspeita?

Além dos presidentes da Câmara e do Senado, as lideranças partidárias da oposição também estão na lista do Janot.

Nessas circunstâncias, quem votará pela derrubada de uma presidenta acima de qualquer suspeita, que não figura em nenhuma lista?

Quem saber agora a Dilma não ganha paz que precisava para começar a governar?

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UM CONGRESSO SOB SUSPEITA PODE AFASTAR A PRESIDENTE?

O efeito colateral dos pedidos de investigação apresentados pelo procurador Rodrigo Janot é o sepultamento de qualquer fio de esperança relacionado ao impeachment da presidente Dilma Rousseff; um pedido de investigação teria que ser aceito pela Câmara dos Deputados, presidida por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que está na lista de Janot; uma votação, passaria pelo Senado, presidido por Renan Calheiros (PMDB-AL), que também será alvo de um inquérito; além disso, depois que um dos líderes da oposição, senador Aécio Neves (PSDB-MG), pediu cautela, qualquer aventura antidemocrática perderá credibilidade; o impeachment morreu

4 DE MARÇO DE 2015 ÀS 08:34

247 – A questão é simples e direta: com que moral um Congresso sob suspeita poderá encaminhar eventual pedido de impeachment de uma presidente reeleita com 54 milhões de votos, há menos de três meses?

Sim, este é o efeito colateral dos pedidos de investigação apresentados ao Supremo Tribunal Federal pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Afinal, estão na lista nada menos que os presidentes das duas casas legislativas: o da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Um eventual pedido de impeachment teria que ser acolhido pela Câmara de Cunha e votado pelo Senado de Renan. Qualquer decisão tomada por um outro nessa direção teria cheiro de retaliação. Além disso, um dos principais líderes da oposição, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), pediu cautela. Se deve-se ter cautela em relação a Eduardo Cunha e Renan Calheiros, mais ainda em relação à presidente Dilma, que nem sequer foi citada nas investigações.

Já antevendo que a lista de Janot “democratizaria” o foco do escândalo da Petrobras, 247 antecipou, ontem, que os pedidos de investigação ao STF dariam certa trégua ao PT e à presidente Dilma (leia mais aqui).

O impeachment é página virada. O desafio, agora, é reconstruir a base política num ambiente marcado pelo ressentimento e pela desconfiança.

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