Considerações sobre a “Copa da Morte” e a abolição do uso de máscaras

Sete Maracanãs lotados correspondem à quantidade de vidas perdidas para a Covid-19 no Brasil até o momento. Esse comparativo se justifica porque estamos às vésperas da abertura da Copa América que superará, em muito, o vexame dos 7 x 1 levados no jogo contra a Alemanha em 2014. Mesmo antes das partidas começarem, esse advento já se tornou o maior absurdo relacionado ao futebol no Brasil.

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Sete Maracanãs lotados correspondem à quantidade de vidas perdidas para a Covid-19 no Brasil até o momento. Esse comparativo se justifica porque estamos às vésperas da abertura da Copa América que superará, em muito, o vexame dos 7 x 1 levados no jogo contra a Alemanha em 2014. Mesmo antes das partidas começarem, esse advento já se tornou o maior absurdo relacionado ao futebol no Brasil.  

 

Sendo recusado na Argentina e na Colômbia, por conta da grave crise sanitária instaurada devido à disseminação do coronavírus, o evento futebolístico foi recebido de braços abertos pelo presidente Jair Bolsonaro que, além do reconhecido negacionismo, tem demonstrado total empenho na intensificação dos riscos de adoecimento e morte da população. Vale evidenciar sua estratégia de “imunização de rebanho” que vem sendo aplicada deliberadamente desde o início da pandemia.   

 

Então, junto às famosas conjecturas de que é só uma “gripezinha”, ou que “todos vamos morrer um dia”, ou mesmos que “é uma chuva e vai atingir você”, Bolsonaro afirma que a revolta popular contra a realização da Copa América em terras brasilis - e o que ele chamou de “hecatombe no meio jornalístico” - nada mais é que um “piti” por conta de rixas de emissoras que disputam a transmissão dos jogos.  

 

Como de costume, o presidente da República apresenta uma leitura simplista e abobalhada de fatos sérios e contundentes, ao tempo em que aproveita, uma vez mais, para se colocar contra as medidas de distanciamento necessárias para conter a transmissão do coronavírus.  

  

Enquanto isso, Epidemiologistas definem como "crime", "insanidade" e "paranoia" tal decisão e afirmam que a chegada de visitantes ao país agravará a situação do, já colapsado, sistema de saúde brasileiro, ao tempo que preveem uma terceira onda de contágio. 

 

É possível que Jair, que demorou 8 meses para responder 53 e-mails da Pfizer - quanto a aquisição de vacinas - e apenas 10 minutos para confirmar com a Conmebol a aceitação do evento, esteja se aproveitando da oportunidade para afrontar a população que, aos poucos, têm saído às ruas em manifestações de oposição ao seu governo e em apoio à CPI da Covid. Afinal, será ela (a população) que sofrerá as consequências.  

 

Ou, talvez não. Quem sabe Bolsonaro apenas considere que, se o Brasil ganhar, com Neymar levantando a taça no Maracanã, em sua presença, será um ponto positivo a seu favor e melhorará sua popularidade. Quem vai saber? 

 

Só sabemos que a decisão é tão absurdamente politiqueira que basta observar os estados que decidiram apoiar essa insanidade, já intitulada de Copa Covid ou Copa da Morte: Mato Grosso, Goiás, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Todos governados por filiados a partidos da base do governo. 

 

Paralelo a isso, o genocida que preside o Brasil aproveitou para anunciar que ordenou ao seu ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a suspensão da obrigatoriedade do uso de máscaras por quem já tenha sido vacinado ou contaminado, comprovando que sua capacidade de nos abismar é superada a cada dia.  

 

Portanto, nesse cenário de incoerência absoluta, em que encerramos mais uma semana com recordes de falecimentos diários e prestes a alcançar a marca de meio milhão de óbitos, só reforçamos a certeza de que derrotar esse governo é bem mais que uma decisão política ou ideológica. Trata-se de uma questão de vida ou morte!  

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