Corrupção mesmo é a privataria do pré-sal

O verdadeiro roubo que ocorreu e que deverá se intensificar nos próximos leilões de cessão de áreas para petrolíferas estrangeiras explorarem

O verdadeiro roubo que ocorreu e que deverá se intensificar nos próximos leilões de cessão de áreas para petrolíferas estrangeiras explorarem
O verdadeiro roubo que ocorreu e que deverá se intensificar nos próximos leilões de cessão de áreas para petrolíferas estrangeiras explorarem (Foto: Eduardo Guimarães)

A gente vê a Lava Jato acusando falsamente o Lula, por exemplo, por conta de um sítio de 800 mil reais ou um apartamento de 500 mil, ou acusando outros políticos e agentes públicos que, de fato, cometeram desvios de valores mais ou menos como esses atribuídos a Lula ou mesmo maiores e, de repente, a corrupção de verdade se descortina nesse recente leilão do pré-sal.

Os jornais deste sábado trazem notícias que esbofeteiam cada cidadã e cada cidadão deste país. O recente leilão dos campos petrolíferos de Santos e de Campos, em questão de horas roubou do país, só no pagamento em dinheiro pelas petrolíferas estrangeiras, quase 10 bilhões de reais.

Mas essa é apenas a ponta do Iceberg.

Vamos trocar em miúdos o verdadeiro roubo que ocorreu e que deverá se intensificar nos próximos leilões de cessão de áreas para petrolíferas estrangeiras explorarem. Em primeiro lugar, o valor pago ao Brasil em dinheiro pelas multinacionais pelos campos de petróleo que poderão explorar (no regime obrigatório de partilha, instaurado pelos governos do PT) é menos da metade do que foi pago no leilão anterior, o de Libra, em 2013.

À época, Consórcio formado por Petrobras e mais 4 empresas (Shell, Total, CNPC e CNOOC) venceu o leilão aceitando pagar "bônus de assinatura" de contrato de concessão no valor de R$ 15 bilhões. Desta vez, consórcios formados por pela Petrobras e, também, por empresas estrangeiras pagaram pouco mais de R$ 6 bilhões.

A Shell foi a campeã entre as petrolíferas estrangeiras, que nunca haviam participado de leilões tão grandes no Brasil. Nesse aspecto, o país acaba de ser invadido por grandes multinacionais do petróleo como nunca antes na história deste país.

Roubalheira ainda maior está na partilha de petróleo com o Brasil. Em Libra, em 2013, durante o governo Dilma, os consórcios tinham que entregar à União 41,65% do petróleo que extraíssem (já livre de todos os custos). Na privataria da última sexta-feira, os percentuais de entrega de petróleo ao Brasil variaram em níveis muito abaixo disso, entre 10 e 23%, dependendo do campo.

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