Coxinhas alienados de classe média fracassam na Globo News em verde e amarelo

Os manifestantes de ontem não protestaram contra a roubalheira dos ricos que sonegaram impostos. Os escândalos do"metrosão" e "trensalão" também não apareceram nas faixas, nos cartazes e nos megafones

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Acompanhei a cobertura dos protestos pela Globo News e suas congêneres acontecidos ontem em várias cidades do Brasil. A Globo News, televisão "limpinha e cheirosa" dos magnatas bilionários, os irmãos Marinho, porta-voz do coxismo desenfreado e elitista de uma classe média alienada, preconceituosa e reacionária, que organizou passeatas fracassadas contra a corrupção e "tudo o que está aí", sem, todavia, possuir uma agenda de reivindicações sociais, que lute em prol dos interesses dos trabalhadores, como protestar contra a aprovação do projeto de terceirização aprovado por uma Câmara conservadora e que tenta governar o País no lugar do Executivo.

Deparei-me com um número de pessoas a vociferar contra um governo eleito legitimamente e que se equivale a apenas 000,1% da população brasileira, a mesma que, em termos macros, melhorou efetivamente de vida nos últimos 12 anos e quatro meses, bem como compreendeu o momento histórico pelo qual passa o Brasil e, com efeito, decidiu manter no poder, por intermédio das urnas, a presidenta trabalhista Dilma Rousseff, cujos governos, juntamente com os dois mandatos do ex-presidente Lula, não estão a "deixar pedra sobre pedra", quando se trata de combate à corrupção, conforme a mandatária deixou claro nos debates políticos e na propaganda eleitoral. E assim está a ser feito.

Entretanto, lideranças intelectualmente tacanhas do coxismo golpista e que empunhavam cartazes e faixas com dizeres em inglês (olha aí o complexo de vira-lata), por oportunismo, hipocrisia e conveniência política e ideológica, fingem não compreender os novos rumos do Brasil, que está a mudar paulatinamente sua postura e conduta diante da corrupção, que está, sem sombra de dúvida, a ser combatida ferrenhamente pelos governos petistas, que por serem republicanos, permitiram que instituições como a Polícia Federal trabalhasse com liberdade, sem interferir, também, nos trabalhos do Ministério Público.

Somente para termos uma pequena noção do que estou a afirmar, faço saber que nos oito anos de desgovernos e de privatarias dos tucanos do PSDB (existem também tucanos do DEM, do PPS, do PMDB, do PSB, do PP, do PV etc.) foram realizadas apenas 48 operações da Polícia Federal, completamente desprestigiada, desprovida de equipamentos, com um orçamento muito aquém de suas necessidades e com um efetivo tão pequeno que não dava para resolver quase nada, porque o Brasil é um País continental, com fronteiras longuíssimas e uma criminalidade que atuava à solta e à vontade.

Exatamente isto: o Governo de Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I — realizou ínfimas 48 operações, enquanto os governos trabalhistas de Lula e Dilma efetivaram quase três mil operações policiais, com 24.881 detenções e prisões, de acordo com cada caso, sendo que 2.351 dessas pessoas pertenciam ao serviço público, inclusive políticos, sendo que 119 policiais federais, um fato raro, que demonstra, inapelavelmente, que o Brasil mudou e sua democracia está consolidada, para o desespero da direita brasileira, uma das piores e mais cruéis do mundo.

A resumir: os governos trabalhistas de Lula e Dilma realmente colocaram a mão na massa e cortaram na própria carne, porque pessoas ligadas ao Partido dos Trabalhadores foram punidas, inclusive as que não tiveram suas culpas comprovadas, como no caso do "mensalão" do PT, que teve como ferramenta para acusar e punir o infame "domínio do fato", uma farsa política e de caráter partidário e ideológico, conhecida apropriadamente como "mentirão", que vai ser ainda desmoralizado pela história, que se escreve de maneira fria e isenta. Ponto.

Além disso, grandes empresários, executivos importantes, corruptos e corruptores estão presos, realidades que nunca aconteceram antes neste País, e que incomodam demais o status quo, os poderosos, ou seja, a grande burguesia, que tem como porta-vozes as televisões, as rádios e as publicações dos magnatas bilionários de imprensa, a ter ainda como replicadores ou disseminadores de seus interesses políticos e econômicos, a lamentável classe média coxinha, golpista, reacionária, rancorosa e despolitizada, que se sente ridiculamente ameaçada, porque os pobres ascenderam um pouco socialmente e às vezes frequentam os lugares que a classe média considerava como "seus", a exemplo dos shoppings, bairros onde moram, aeroportos, cinemas, lanchonetes e restaurantes, clínicas de saúde privadas, universidades públicas e particulares.

A verdade é que no Brasil sempre vicejou uma pequena burguesia de alma lacerdista e udenista, que, de geração em geração, acostumou-se a ter empregados domésticos, uma das heranças da escravidão, ou a ver os trabalhadores nos papéis de servidores do comércio e do lazer onde frequenta, mas jamais como consumidores e cidadãos que tem os mesmos direitos desses pequenos burgueses, conforme reza a Constituição.

O que se percebe e se fundamenta é que os governos conservadores e neoliberais de FHC, aquele que, além de trair o povo brasileiro e vender o País para a gringada, ainda pediu dinheiro ao FMI três vezes, humilhado, com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes, não prenderam ninguém, porque propositalmente fecharam os olhos para a corrupção, pois se recusaram a investigar para descobrir a farra de roubalheira explícita que acontecia há décadas no serviço público, com a participação e a cumplicidade de empresários ladrões do Brasil, que corromperam funcionários concursados, sendo que a maioria ingressou no serviço público no fim das décadas de 1980 e início da de 1990.

Agora vamos à pergunta teimosa e que se recusa a calar: como os líderes e mandatários dos governos tucanos poderiam investigar e demitir, prender e punir os corruptos e corruptores se essas mesmas autoridades estavam a vender o País, a entregá-lo de mão beijada à gringada, que, por sua vez, somente evidenciou uma única exclamação de regozijo e alegria: OBA!

Um "oba" altissonante, porque tal estrangeirada sabe que seus países, ditos como desenvolvidos, não vendem o patrimônio público, ainda mais quando ele é estratégico, a exemplo da Vale do Rio Doce e da Telebras, dentre as mais de cem estatais, que o governo apátrida, traidor e irremediavelmente colonizado, que teve o senhor tucano neoliberal FHC como predador do patrimônio público que ele e seus pares não construíram e jamais teriam competência e determinação para edificá-lo, porque tucano não trabalha, não serve ao povo brasileiro quando no poder, pois se recusa, terminantemente a pensar o Brasil.

E desse modo, tal qual à burguesia no poder, que procedem os coxinhas de classe média despolitizados, de valores colonizados e dominados por um gigantesco complexo de vira-lata. Racistas e elitistas. Arrogantes e prepotentes. Sectários. Apostam, pois ignoram a história do Brasil, em um golpe militar, que eles, para disfarçar o autoritarismo latente em seus corações e mentes, chamam-no de "intervenção" militar. Falam de "petrolão", de "mensalão", mas o do PT foi julgado e os acusados foram punidos, mesmo sem suas culpas juridicamente comprovadas. Em relação ao "petrolão", não está a ficar pedra sobre pedra, tanto o é verdade que todos os principais envolvidos estão presos.

Desprovidos de uma agenda séria de reivindicações sociais e trabalhistas, porque na verdade são apenas um amontoado de aloprados radicais, leitores e telespectadores de uma imprensa mentirosa e manipuladora, os coxinhas não reclamaram, como já frisei anteriormente, da aprovação da terceirização total dos serviços, não protestaram contra a roubalheira dos ricos que sonegaram impostos, enganaram a Receita e depositaram verdadeiras fortunas no HSBC da Suíça. De forma alguma, como não criticaram a falta de água vergonhosa em São Paulo e seu governador, Geraldo Alckmin.

Jamais! Os escândalos do"metrosão" e "trensalão" também não apareceram nas faixas, nos cartazes e nos megafones dos trios elétricos dos coxinhas politicamente seletivos. Nem a operação Zelotes ou as roubalheiras do Banestado, da Lista de Furnas, da sonegação criminosa da Rede Globo, no que é relativo à Copa de 2002. Coxinhas não fariam denúncias e protestos contra a falta de julgamento do Mensalão do PSDB, que o Judiciário e o MP deixaram correr à solta, ao ponto de este caso estar praticamente anulado por causa do tempo que passou. Essa gente também não esbravejou contra o fim das operações Satiagraha e Castelo de Areias.

E por que será? Respondo: porque todos esses casos de corrupção e muitos outros aqui não citados estão envolvidos políticos de oposição aos governos Lula e Dilma. Além do mais, a imprensa meramente de negócios privados jamais dará publicidade aos escândalos de seus parceiros, aliados e cúmplices, até porque muita gente que trabalha nas mídias privadas e cruzadas está também envolvida com muitos desses casos, que ainda não foram, lamentavelmente, combatidos duramente pelos delegados da PF, pelos juízes do STF e do STJ e, principalmente, pelos promotores do MP. Estes, então, passam uma ideia de seletividade e de atuação político-partidária que põe por terra a credibilidade do MP por enorme parcela da população brasileira. Este é o sentimento, o de desconfiança.

Os coxinhas alienados e "revoltados" de classe média odeiam e desprezam o Brasil. Só que antigamente essa gente, mesmo os formados em cursos superiores, viajavam para os EUA para trabalhar na condição de empregadinhos de quinta categoria. Hoje eles vão como turistas ao país imperialista, que eles amam, identificam-se e por lá deixam um monte de dinheiro.

Em 2014, gastaram 2,5 bilhões. É tanto dinheiro que o governo yankee está a facilitar a entrada de brasileiros. E os coxinhas aqui, a bramir insanidades ou sandices, talvez porque estão empregados, como muitos deles não estavam antes dos governos petistas. O coxismo fracassou na Globo News, no Mau Dia Brasil e no Jornal (anti)Nacional em verde e amarelo. O respeito à democracia e à vontade das urnas não é uma concessão de uma suposta classe social, que, ridiculamente, considera-se de elite. O respeito às urnas é lei, e, como tal, tem de ser observado. O desrespeito ao processo político e à democracia tem nome: GOLPE! É isso aí.

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