Deus é um conceito pelo qual nós medimos nossa dor

O sonho para quem sonhou que a Lava Jato seria uma operação séria nem começou, mas para quem percebeu que a operação servia para perseguir, dar o golpe, destruir a produção e chegar ao poder, acabou há muito tempo, na verdade nunca existiu

(Foto: Rovena Rosa/ABR)

Em dezembro de 1970 John Lennon, já ex-beatle, gravou a canção God, em que começa dizendo que “Deus é um conceito pelo qual nós medimos nossa dor”. A canção define o sentimento de Lennon em relação ao que seria inevitável: O fim dos Beatles, ou “O sonho acabou”.

Peço perdão a John, à arte, à cultura, aos beatlesmaníacos como eu, para uma analogia com a Lava Jato. Na letra de God, John diz que deixou de acreditar nos signos e nas influências de sua formação. Diz, entre outras citações, que não acredita em mágica, em bíblia, em Buda, em Jesus, em mantra, em gita, em Elvis, em Zimmermam.

O sonho para quem sonhou que a Lava Jato seria uma operação séria nem começou, mas para quem percebeu que a operação servia para perseguir, dar o golpe, destruir a produção e chegar ao poder, acabou há muito tempo, na verdade nunca existiu.

Parece que muitos que apoiaram a direita e a Operação e detonaram o PT e Lula, agora querem nos dizer o que temos de fazer. Para esses, eu digo: I don't believe in Globo, I don't believe in Folha, I don't believe in Frota, I don't believe in Mendes, I don't believe in Pannunzio, I don't believe in Sheherazade, I don't believe in Lobão, I don't believe in Dimenstein, I don't believe in Kataguiri, I don't believe in Padilha, I don't believe in Villa, I don't believe in Azevedo.

Para salvar o texto, termino assim: “Ontem eu era um tecelão do sonho, mas agora eu renasci. Eu era a morsa, mas agora eu sou John. E então queridos amigos, eu só tenho que continuar”.

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