Dilma, salve o PT e o Brasil: corte 10 ministérios

Numa visão bem simplista, Dilma Rousseff poderia sair de seu governo como heroína se usasse sua autoritária personalidade para cortar 10 ministérios. Assim, rápido, na raiz. Ou 15, sem problema

Numa visão bem simplista, Dilma Rousseff poderia sair de seu governo como heroína se usasse sua autoritária personalidade para cortar 10 ministérios. Assim, rápido, na raiz. Ou 15, sem problema
Numa visão bem simplista, Dilma Rousseff poderia sair de seu governo como heroína se usasse sua autoritária personalidade para cortar 10 ministérios. Assim, rápido, na raiz. Ou 15, sem problema (Foto: Jean Menezes de Aguiar)
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Não ria já, aguarde um pouco. Com um Estado, como o brasileiro, historicamente desonesto e protegendo despudoradamente os "seus" com benefícios, regalias e acúmulos remuneratórios, comissionais e patrimonialistas para lá de imorais, a proposta do título mais parece uma piada. Mas poderia não ser.

Numa visão bem simplista, Dilma Rousseff poderia sair de seu governo como heroína se usasse sua autoritária personalidade para cortar 10 ministérios. Assim, rápido, na raiz. Ou 15, sem problema.

Apareceriam politólogos dizendo que o país iria parar. Consultores garantindo que haveria um colapso. Mães de Santo prevendo o caos. E toda espécie de políticos, autoridades e mamadores profissionais em tetas públicas irados e enfurecidos ameaçando revelar falcatruas públicas, segredos indecentes de prostíbulos oficiais, armadilhas contratuais, e jurar que seus Estados, Municípios e empresas faliriam. A sociedade ficaria às escuras, sem luz, água e comida.

Esta última categoria, dos mais desesperados por dinheiro público seria a que mais interessaria ao povo ver de perto suas reações. Estudiosos e cientistas, intelectuais e jornalistas vivemos errando diariamente tentando ser mães Dinás. Esses iriam a mesas redondas na Globo News, com o entrevistador dizendo 'que pena, nosso tempo acabou', mas a verdade é que ali tudo seria audiência, anunciantes e dinheiro.

Só não pode é vir com uma tesoura sem ponta, daquelas de brinquedo e cortar 2 ministérios. Isso tem nome: palhaçada. Ou maquiavelismo político primário para enganar gente crédula.

Não é 'revolução' que toda a esquerda sempre propôs? Olha aí uma revolução 'fácil' e acessível à esquerda e ao Partido dos Trabalhadores (será que o próprio PT deixaria cortar 10 ministérios?).

Uma decisão assim liquidaria com o PMDB. Aquele partido que parece ser o maior do planeta, mas que nunca se viu um único cidadão peemedebista de carne e osso (você conhece um?), dizendo 'sou peemedebista'. Esse mesmo partido que nunca teve coragem de lançar um candidato à presidência da república. Sempre cola na hora certa com o vencedor e fatura uns 15 ministérios e milhares de cargos. Fácil não é?

Se Dilma liquidasse 10 ministérios (não pode ser a 'mentira' de 2 ou 3!) haveria, estima-se, muita dificuldade para o governo. Mas talvez toda a população olhasse para a presidente/a com olhos novos, reconhecendo nela uma verdadeira revolucionária em prol do povo.

A indecência com dinheiro público bem que poderia ser reduzida. E um primeiro passo seria o governo cortar na própria carne. Seria um exemplo pedagógico valioso para ser discutido em escolas e universidades, lares e empresas.

Quem atirasse pedra numa presidente/a com essas características seria imediatamente amaldiçoado. Os antipetralhas reveriam suas posições. A petralhada autêntica teria muito mais orgulho de ser o que é. E o país mandaria para o mundo um exemplo de austeridade jamais visto.

Agora já se pode rir. Ou do irrealismo que é sonhar, ou do sonhar a própria utopia. O problema é que quando se ri, se acha graça, no caso, de uma situação brasileira triste que afeta seriamente a bolsões imensos de necessitados.

Enquanto grande parte da sociedade levar o seu destino como brincadeira, seu ódio como estalinho que só faz barulho em dia previamente marcado numa passeata agendada, e o país for o país do patético Bbb as leituras sociais sérias não obterão aderência.

Cortar 10 ministérios poderia ser algo 'exemplar'. Até sobre o próprio povo, famílias, empresas e a educação. O que menos importa aí é Dilma Rousseff sair como 'heroína', ou o PT ficar na história como o partido que teve a coragem de cortar 10 ministérios. O fato é que isso sim, seria algo revolucionário. Uma revolução possível. Por que não?

Do blog Observatório Geral

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