Dino presidente, Lula super vice

"Ele sabe que sem o apoio do PT ninguém na esquerda se elegerá presidente. Sabe também que a esquerda sozinha não elege ninguém", afirma Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia. "A chapa dos sonhos poderia ser Dino presidente, Lula vice. Mas um super vice, com poder igual ao do presidente", diz. "Dino pavimenta seu caminho paralelamente ao de Lula"

(Foto: Ricardo Stuckert)

Por Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia

O governador do Maranhão, Flávio Dino, não é bobo. Não vai confessar a essa altura que quer ser candidato a presidente em 2022. Mas é quem está construindo a candidatura de esquerda mais consistente nesse sentido. Foi o que eu depreendi de sua entrevista ao Roda Viva de ontem.

Ao contrário de Ciro Gomes, que tenta se viabilizar candidato contra o PT, atacando Lula, o que é um erro crasso, Dino pavimenta seu caminho paralelamente ao de Lula.

Ele sabe que sem o apoio do PT ninguém na esquerda se elegerá presidente. Sabe também que a esquerda sozinha não elege ninguém. Reproduzir no cenário nacional o esquema que organizou com êxito no Maranhão, uma ampla aliança na qual cabe, inclusive, o DEM, pode ser uma saída inteligente.

Dino se elegeu e se reelegeu, derrotando o clã Sarney, aliado inclusive à centro-direita, o que não o impediu de realizar um grande primeiro governo, com ênfase na educação e se reeleger facilmente. E faz de novo um governo bem avaliado.

Em 2022 não será fácil derrotar Bolsonaro, que terá a máquina na mão e nenhum pudor em se reeleger à custa de golpes abaixo da linha da cintura. Será difícil ganhar dele sem o apoio de uma frente ampla, da esquerda à direita democrática.

Não é ideia de Dino, ele jamais a mencionou, mas eu acho que o modelo argentino cairia como uma luva para 2022.

A chapa dos sonhos poderia ser Dino presidente, Lula vice. Mas um super vice, com poder igual ao do presidente.

Eles construiriam um projeto de governo a quatro mãos, inteligentes e competentes que são.

Se Lula for impedido de se candidatar ou de governar, o acordo fica mantido e ele continua sendo o vice, dividindo o governo com Dino, caso eleito, em qualquer circunstância.

Ou seja: o PT estaria representado no governo de qualquer maneira, dividindo o poder com Dino.

E Lula voltaria ao poder de qualquer maneira.

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