Distopia, covardia e jogo da morte

O sadismo impera na mentalidade dos “bolsonaristas”; assim como ocorreu com a mentalidade dos “nazistas” alemães

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Quando vejo reportagens mostrando pequenas “multidões” bradando: “Bolsonaro, eu estou aqui só pra te ver”: Sinto um calafrio na alma. O momento exterioriza o caos. Parte da população está infestada pelo vírus da distopia. A ideologia política vem dando lugar ao anarcocapitalismo delirante e personificado.

O mundo está desabando. A estrutura esta sendo alterada de forma compulsória, através de uma contaminação natural ou engendrada. O que não esperávamos seria desfrutar de um estágio tão perverso de irresponsabilidade no que tange a manutenção da vida (biológica). Há um CISMA entre a Barbárie e a Civilidade: portanto há involução social.

Não é mito que temos nos anais da historicidade humana alguns tiranos que beiraram a insanidade, mesmo para os padrões totalitários de Impérios como o de Roma. Por exemplo, como o devasso e cruel Gaio Júlio César Germânico – o Calígula – talvez estejamos a ver florescer (um destes) e detalhe, em um Brasil contemporâneo.

À medida que sua loucura aumentava Calígula levava uma vida soberanamente sui generis, em se tratando de projetos pessoais: criava monumentos a sua imagem, construindo obras arquitetônicas que satisfaziam sua própria vaidade. Ele pensava ser um “Deus” e abusava do dinheiro público, como bem entendia, e de forma astronômica.

Havia um colapso à vista, à guisa do que no Brasil se avizinha e tudo por um momentum de extremismo governamental.

 As leis de traição antes revogadas por Calígula foram mais tarde restabelecidas com o objetivo de “Calar a boca” dos senadores ricos, que na verdade estavam cansados dos desvarios do Imperador. Muitos senadores foram assassinados por ordens do Império por conta da resistência ao confisco de fortunas. Até mesmo o uso de Togas de maneira incorreta por parte dos senadores poderia soar como “traição”. Dezenas de milhares foram extirpados pelas políticas do Imperador Gaio Júlio César Germânico. Calígula cuja alcunha se deveu ao uso de sandálias ou cáligas militares; havia sido amado pelo povo outrora, logo que assumiu o trono em 37 D.C.

Infelizmente sua mentalidade foi se tornando estapafúrdia: E ia desde aumentar e criar inúmeros impostos, até matar indiscriminadamente.

Como última cartada, espelhado em seu pai o general Germânico, que fora líder de várias campanhas de Tibério César (seu tio): Calígula desejou tomar a Britânia, com objetivo de reconquistar sua popularidade junto aos seus concidadãos. Na verdade não houve sucesso nesta grande empreitada, principalmente em função das condições geográficas e climáticas, que funcionaram como barreiras. Os soldados romanos comandados pelo próprio Calígula, não quiseram avançar por mar...e Calígula ordenou a morte de muitos, e aprisionou alguns para desfilarem em Roma, como se eles fossem prisioneiros da Britânia. Os sinais de afronésia já ultrapassavam os limites...

 Por mais austero e sedento de poder que seja um governante, qualquer medida que denote despotismo no trato com a população, deve ser considerada como abuso de poder, e necessita ser julgada por algum tribunal de Justiça Maior. Brasileiros! Estamos vivendo sob um comando federal aloprado: que quer executar o povo, os atirando não aos leões, mas aos “vírus” nas arenas da Economia.

Há similaridades notórias entre a gestão de Calígula e esta esquizofrênica gestão antilulista, que engendrou um ódio desmedido de gente contra gente. E tal virose alienada já contaminou quase sessenta milhões de cordeiros vestidos de verde e amarelo que perecem literalmente por seu líder.

São médicos, professores, diretores de Escola, ministros, advogados, donas-de-casa, atores, cantores, enfim pessoas que ofendem outras através das Redes Sociais, e outros clãs na web; e fora dela, inclusive empreendendo as já conhecidas: Carreatas da Morte que conclamam o fim do isolamento social, o que coloca a maior parte dos cidadãos sob xeque-mate ao jogar com a Codiv-19.

O sadismo impera na mentalidade dos “bolsonaristas”; assim como ocorreu com a mentalidade dos “nazistas” alemães. A irresponsabilidade escoa e ecoa através de figuras como a do ministro da Educação que afirmou em dezoito de abril de 2020 que premiará às Universidades que permanecerem fora da Quarentena. 

Meus nobres vocês não acham que tal ato se constitui em terrorismo: já que uma das definições do termo conceitua: “Modo de impor a vontade pelo uso sistemático do terror”. E se terror é estado de pavor: Vamos usar um silogismo agora: O corona vírus mata pessoas não isoladas, os universitários presenciais não estão isolados, logo os universitários presenciais morrerão.

#LEIABRAZILEVIREBRASIL

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