É hoje o dia do maior crime eleitoral da história do Brasil

"Esta usurpação [do 7 de setembro], autêntica traição à pátria, configura-se em um megacrime eleitoral", afirma Bepe Damasco

www.brasil247.com - Walter Braga Netto, Jair e Michelle Bolsonaro
Walter Braga Netto, Jair e Michelle Bolsonaro (Foto: Reprodução)


Escrevo nas primeiras horas da manhã deste 7 de Setembro, feriado nacional do Dia da Independência, que completa 200 anos.

Apesar de o país ainda ter um longo caminho pela frente até a conquista da verdadeira independência, hoje haveria lugar para a realização de uma grande festa cívica e popular, que serviria de reflexão sobre como chegamos até aqui e o passos necessários para a construção efetiva de uma nação inclusiva, justa e soberana.

Nada disso vai acontecer, no entanto. É que no Brasil de 2022 as celebrações da independência foram sequestradas pelo presidente de plantão, que, em ação sem precedentes em dois séculos, transformou a data em um grande comício eleitoral.

Esta usurpação, autêntica traição à pátria, configura-se em um megacrime eleitoral. Ao longo do dia, primeiro em Brasília e depois no Rio de Janeiro, Bolsonaro se valerá da estrutura do Exército, da Marinha e Aeronáutica, bancada com o dinheiro dos brasileiros e brasileiras, para pedir votos de forma desavergonhada.

Em seu programa eleitoral nesta terça-feira (6), Bolsonaro, nas barbas, portanto, da justiça eleitoral, convoca para sua micareta eleitoral e golpista, sem qualquer constrangimento.

Na certa, conta com a impunidade que desfrutou até hoje, depois de quase quatro anos de mandato e um número incontável de crimes comuns e de responsabilidade.

Mas, em hipótese alguma, podemos aceitar passivamente essa promiscuidade grotesca entre os papéis de um chefe de estado e de um candidato à reeleição.

Se o TSE não agir, jogará por terra todas as promessas feitas pelo ex-presidente do tribunal, Edson Fachin, e pelo atual, Alexandre de Moraes, no sentido de não permitir que o pleito de 2022 repita a esculhambação de 2018, marcado por um festival de injúrias, calúnias e difamações, patrocinado ilegalmente por empresários e usado à exaustão pela campanha de Bolsonaro.

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