É hora de pôr fim à cultura do ódio no Brasil

Está na hora de o Brasil unir os brasileiros e enterrar, de vez, a política do ódio. Meu projeto para o Brasil é de união, de diálogo com apoiadores e opositores

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Por Arthur Virgílio Neto

Nosso país está tomado pelo ódio, pela separação do nós contra eles. Prova disso são as manifestações pró e contra Bolsonaro, em que não dificilmente vemos os ataques feitos em discurso se transformarem em gestos de violência. Está na hora de o Brasil unir os brasileiros e enterrar, de vez, a política do ódio. Esse é o meu desejo e a proposta que defendo, enquanto candidato às prévias do PSDB para presidência da República.

Meu projeto para o Brasil é de união, de diálogo com apoiadores e opositores. Não sou do tipo que cria inimigos, enfrento meus adversário com respeito, porque na democracia temos que dialogar com os opositores da mesma forma que dialogamos com os que pensam como nós. Quero governar em cima de um projeto estratégico de país, firmando uma maioria parlamentar sólida para tocar um ousado projeto de reformas estruturais.

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Temos muito a fazer na economia brasileira, como no capítulo urgente das privatizações. Penso em tirar do gesso o orçamento da União, lutar pelo estabelecimento de um novo pacto federativo mais justo e generoso com estados e municípios. Proponho absoluta austeridade fiscal, reduzindo drasticamente os gastos de custeio para gerar mais recursos aos tão necessários investimentos. A meta é fazer o Brasil caber no seu orçamento. Não haverá déficit primário e reduziremos, intensamente, o déficit nominal.

São 14 milhões de desempregados neste país, além dos seis milhões de pessoas que desistiram de procurar emprego. Criar novas oportunidades e novos postos de trabalho será uma prioridade fundamental. Faremos concessões onerosas para fortalecer a economia brasileira, sem custos para o Estado, que será credor de impostos e não mais sustentáculo de empresas que, no resultado final, sempre dão prejuízo. Defendo uma economia liberal, com algumas ressalvas. Proponho reciclagem e valorização dos servidores públicos. Sou por um Estado nacional menor, mas igualmente forte.

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O Brasil precisa mudar radicalmente a política externa vigente, recuperar o prestígio de líder inconteste da América do Sul e assumir papel de solucionador de crises, sempre amparado por entidades internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização dos Estados Americanos (OEA), além dos países do G7. Nossa diplomacia está em crise, somos um país desacreditado pelos brasileiros e perante os olhos do mundo. Pretendo resgatar a justa fama de excelência do Instituto Rio Branco, que voltaria a ter exames mais duros para futuros diplomatas, como também proporei a extinção de embaixadas brasileiras que não tenham razão prática de existir. Isso também é controle de gastos públicos.

Vamos preparar as Forças Armadas para virar uma potência defensiva, pronta para defender a soberania nacional e a posse da Amazônia. E, aqui, volto a repetir: Precisamos proteger nossa floresta e nossas águas, que serão a principal comódite até o final deste século. Iremos valorizar e investir muito mais na ciência e na pesquisa, nos PhDs formais e no enorme saber dos nossos índios e das populações tradicionais. A Amazônia sempre foi, e sempre será, uma das minhas inarredáveis bandeiras de luta. Esse é um compromisso pelos brasileiros e por todo o planeta.

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Eu acredito que o PSDB tem totais condições de apresentar um candidato à presidência da República e obter êxito. Somos um partido que é um abrigo para a democracia plena e para os anseios mais nobres para os brasileiros. Há mudanças a serem feitas? Sim. O PSDB há anos não fala em parlamentarismo. Precisa se atualizar e criar uma nova social democracia, mas nunca tirando ‘P’ do partido. Outros fizeram, mas é mera medida cosmética, sem profundidade nenhuma. Propondo um congresso para reestruturar o PSDB e seus conceitos políticos e econômicos.

Minha ideia, se candidato for, é criar uma chapa em que eu seja postulante a presidente e uma mulher valorosa aceite ser a vice-presidente. Temos uma luta a travar quando se fala da mulher na política e sobre a necessária busca pela igualdade de gênero. Eu penso o quanto seria bom para a democracia termos igualdade efetiva entre homens e mulheres, para avançarmos na direção de um país mais justo e equilibrado. Sou contra o racismo, contra a homofobia e sou a favor de apertar a legislação contra o feminicídio. Coloco a democracia acima de tudo, sem liberdade não se avança para prosperidade econômica e nem para estabilidade política.

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