É o dinheiro, sempre o dinheiro

A corrida do senador Aloysio Nunes, PSDB, para Washington foi para acalmar seus parceiros. Uma tentativa de anular antecipadamente uma eventual ação de Dilma. Não conseguiu, devido à avalanche de notícias na imprensa americana e mundial dando teor de golpe ao processo de impeachment. Agora tentam evitar na justiça brasileira que Dilma viaje e, se viajar, que fale. Dilma, vá e fale!

Brasília- DF 13-04-2016 Presidenta Dilma durante cerimônia de Assinatura de renovação de contrato de arrendamento entre a Secretaria Especial de Portos e o Terminal de Contêineres de Paranaguá Palácio do Planalto Foto Lula Marques/Agência PT
Brasília- DF 13-04-2016 Presidenta Dilma durante cerimônia de Assinatura de renovação de contrato de arrendamento entre a Secretaria Especial de Portos e o Terminal de Contêineres de Paranaguá Palácio do Planalto Foto Lula Marques/Agência PT (Foto: André Passos)

Essa nuvem escura que paira sobre o Brasil tem nome: a ânsia pela renda do pré-sal. São trilhões de dólares.

Quando começou a denúncia de um golpe na imprensa internacional, surgiu o risco do recuo político dos parceiros internacionais de quem aqui opera a interrupção do mandato de Dilma. Este risco está diretamente relacionado a possibilidade de verem-se expostos a opinião pública em seus países como avalistas do horroroso espetáculo visto domingo na Câmara. De verem-se publicamente como parceiros de um grupo político composto por notórios corruptos.

Quando apareceu a agenda de Dilma na ONU, onde se encontrará com outros chefes de Estado, acendeu a luz de alerta para a possibilidade de dissolução, pelo risco, de alianças que precisam manter-se (por hora) nas sombras.

Quem são esses parceiros que estão nas sombras?

Mesmo um governo com forte base popular tem dificuldade de sobreviver sem o respaldo internacional. A promessa desses parceiros foi a legitimação internacional pós-golpe. A conta é o pré-sal. O sinal, a ação para selar o pacto, foi o projeto de lei aprovado por José Serra no Senado Federal, flexibilizando as regras do pré-sal. São sempre as petroleiras americanas...

Agora imaginem, apenas imaginem, se a presidência brasileira acusar, em território americano, com a parceria de chineses e russos, empresas americanas, com o auxílio da embaixada americana no Brasil, de estarem entregando o Brasil nas mãos de bandidismo. É tudo isso para acessar o petróleo brasileiro...

Um Iraque sem guerra militar...

A corrida do senador Aloysio Nunes, PSDB, para Washington foi para acalmar seus parceiros. Uma tentativa de anular antecipadamente uma eventual ação de Dilma. Não conseguiu, devido à avalanche de notícias na imprensa americana e mundial dando teor de golpe ao processo de impeachment. Agora tentam evitar na justiça brasileira que Dilma viaje e, se viajar, que fale.

O Brasil virou o Iraque da hora.

Dilma, vá e fale!

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