É o povo quem deve decidir os destinos do país

O colunista do Brasil 247 Emir Sader destaca que "a judicialização da política foi se tornando quase que uma fatalidade, quando é uma monstruosidade, que torna o Judiciário e a PF instâncias de veto sobre quem poderia e não poderia ser candidato a presidente do Brasil. É uma deformação monstruosa, que expropria do povo a decisão sobre seus destinos"; em sua avaliação, a perseguição sistemática e sem provas contra o ex-presidente Lula visando impedir que ele dispute as eleições de outubro são o maior exemplo desta situação. "Quem são esses juízes, quem lhes delegou poder para expropriar do povo o direito sagrado de decidir? Quem manipula a PF para atuar a favor de partidos de direita? Quem os nomeou, quem os paga?", indaga

O colunista do Brasil 247 Emir Sader destaca que "a judicialização da política foi se tornando quase que uma fatalidade, quando é uma monstruosidade, que torna o Judiciário e a PF instâncias de veto sobre quem poderia e não poderia ser candidato a presidente do Brasil. É uma deformação monstruosa, que expropria do povo a decisão sobre seus destinos"; em sua avaliação, a perseguição sistemática e sem provas contra o ex-presidente Lula visando impedir que ele dispute as eleições de outubro são o maior exemplo desta situação. "Quem são esses juízes, quem lhes delegou poder para expropriar do povo o direito sagrado de decidir? Quem manipula a PF para atuar a favor de partidos de direita? Quem os nomeou, quem os paga?", indaga
O colunista do Brasil 247 Emir Sader destaca que "a judicialização da política foi se tornando quase que uma fatalidade, quando é uma monstruosidade, que torna o Judiciário e a PF instâncias de veto sobre quem poderia e não poderia ser candidato a presidente do Brasil. É uma deformação monstruosa, que expropria do povo a decisão sobre seus destinos"; em sua avaliação, a perseguição sistemática e sem provas contra o ex-presidente Lula visando impedir que ele dispute as eleições de outubro são o maior exemplo desta situação. "Quem são esses juízes, quem lhes delegou poder para expropriar do povo o direito sagrado de decidir? Quem manipula a PF para atuar a favor de partidos de direita? Quem os nomeou, quem os paga?", indaga (Foto: Emir Sader)

Mais além das várias lutas que se desenvolvem hoje no Brasil, a mais importante delas é evitar que tirem do povo a decisão sobre quem deve dirigir o país. A judicialização da política foi se tornando quase que uma fatalidade, quando é uma monstruosidade, que torna o Judiciário e a PF instâncias de veto sobre quem poderia e não poderia ser candidato a presidente do Brasil. É uma deformação monstruosa, que expropria do povo a decisão sobre seus destinos.

Basta que a PF, sempre de forma arbitrária e violenta irrompa na casa de um dirigente político, para que a mídia coloque a esse dirigente na lista dos inviáveis candidatos, lista que vai do Lula ao Jaques Wagner, promovendo a autoritária ação de instâncias não eleitas pelo povo, que se interpõe entre o povo e as urnas, para decidir sobre o futuro do país. Aqueles que pretendem, na forma da perseguição política, tirar o Lula e outros da disputa presidencial, têm quer ser processados, condenados e demitidos de suas funções públicas, por atentado à democracia.

Mais além dos seus vínculos estreitos com instâncias do governo dos EUA, dos efeitos de destruição de empresas nacionais e de empregos no Brasil, mais além das ações de enfraquecimento da Petrobras e de desnacionalização da exploração do petróleo no Brasil, um juiz como o Moro tem que ser denunciado, chamado a depor no Congresso, brecado pelo STF nas suas ações arbitrárias e nos seus desempenhos midiáticos, no Brasil e nos EUA, como um agente antidemocrático e antinacional. Tem que ser, como tem sido recentemente no México e nos EUA, escrachado e denunciado publicamente.

Ele é exatamente o contrário do que deve ser um juiz, do que deveria ser o Judiciário, de como deveria ser conduzido um processo isento. Sua ação e a de outros juízes são os mais violentos atentados contra a democracia e a soberania nacional desde o golpe militar de 1964. Levam o Brasil no caminho da perpetuação do regime de exceção e da subordinação total aos interesses dos EUA, além da miséria nas condições de vida da massa da população.

Condena Lula sem provas, mas isso não vem ao caso, porque ele esteve convencido, desse o começo de que Lula seria culpado e age todos os dias, em todas as circunstâncias, nessa direção de perseguição política em processo sem crimes e sem provas. Quem vai parar essa ação arbitrária e que afeta a toda norma elementar do direito? Quem o condenará por atuar violando as normas básicas da jurisprudência? Quem o processará e o demitirá de funções que ele exerce de forma midiática e unilateral, contra a esquerda e a favor da direita?

Não há crime, não há provas, não há direito a defesa, enquanto os juízes falam pelos cotovelos fora dos autos, frequentam convescotes e atos políticos da direita, se ajoelham diante do chefe da quadrilha que se apossou do governo brasileiro – mas nada disso vem ao caso. O caso é a perseguição e a condenação do Lula.

Acumulam-se suspeitas sem provas, se acusa em base a convicções de direita de juízes, se apoiam na reiteração da tentativa de degradação de políticos de esquerda, com a esperança de tirar do povo o direito de decidir nas eleições quem deve dirigir o Brasil. Quem são esses juízes, quem lhes delegou poder para expropriar do povo o direito sagrado de decidir? Quem manipula a PF para atuar a favor de partidos de direita? Quem os nomeou, quem os paga?

De que forma atuam juízes pagos com o dinheiro dos brasileiros para viverem com salários nababescos e atuarem contra os brasileiros? Estão atuando contra o país, contra a democracia, contra o Estado de direito.

Dia 15, quando pretendem fazer greve para seguir recebendo o privilégio do auxílio-moradia, de forma indevida e arbitrária, uma quantia que, por si só, representa mais renda do que o que recebem 94% dos brasileiros, tem que se tornar no dia nacional do escracho contra esses marajás e usurpadores do direito democrático do povo de votar para que o povo decida para conduzir o país de novo no caminho da democracia, da justiça, dos direitos sociais para todos e da soberania nacional.

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