E se Dilma derrubar o Impeachment, Temer renuncia a Vice com a decisão do PMDB?

Uma pergunta não quer se calar: como o PMDB deixou o Governo e não aceita ocupar mais cargos nele, será que o vice-presidente Michel Temer tomará a atitude coerente de renunciar em caso de o Impeachment não passar?

Brasília - O vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, Michel Temer, participa do Congresso da Fundação Ulysses Guimarães e do PMDB, em Brasília (José Cruz/Agência Brasil)
Brasília - O vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, Michel Temer, participa do Congresso da Fundação Ulysses Guimarães e do PMDB, em Brasília (José Cruz/Agência Brasil) (Foto: Walter Santos)

Na Trinca (Temer, Cunha e Aécio) do jogo para derrubar Dilma, assim como os demais aliados, há uma tentativa de expressar para fora do esquema o semblante de que o Impeachment é favas contadas, algo que é rebatido com veemência pelos Governistas garantindo que a presidenta terá mais de 172 votos – quantidade que fulmina com o processo de afastamento.

Mas antes de examinar os diversos cenários, uma pergunta não quer se calar: como o PMDB deixou o Governo e não aceita ocupar mais cargos nele, será que o vice-presidente Michel Temer tomará a atitude coerente de renunciar em caso de o Impeachment não passar?

O JOGO DURO DE AMBOS OS LADOS

Ninguém prova, mas todos sabem, que o esquema de dinheiro por fora, o tal Caixa 2, anda fortíssimo nos bastidores do Congresso Nacional desafiando MPF, STF, etc que fingem tudo estar acontecendo lá longe, como se fosse no Paraguai ou Honduras – mas é no Brasil sem nenhum providência.

O Governo reage com a Moeda de Poder simbolizado em cargos e projetos de empoderamento politico dos novos partidos e atores advindo do famoso Baixo Clero.

No paralelo, Dilma e companhia trabalham ainda para furar o próprio PMDB com apoio selados e mantidos no silencio das noites reforçando a Base aliada a partir do PT, PC do B, PDT, PP, PTB, PSD, etc, embora haja nesses três últimos partidos a possibilidade de furo.

TEMER JOGA DURO

Presidente reeleito, ele trabalha com a cúpula – parte dela sem votos, mas de muita força -, para com o PSDB e demais partidos oposicionistas fechar a cota de 342 votos, algo que não é tão fácil assim de acontecer, embora colunistas do nível de Kennedy Alencar ache que a Oposição leva o Impeachment.

Em que pese a força opinativa de Kennedy, há controvérsia diante das negociações de bastidores às quais ele não tem tido acesso.

RENUNCIA OU NÃO?

A pergunta central de agora, que não quer se calar é simples: como o PMDB não aceita mais conviver com Dilma, se o Impeachment não passar, ele renuncia o cargo de vice-presidente?

Por coerência, sim, mas a politica não é feita apenas de tal.

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