Economia brasileira na UTI

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(Foto: Reuters/Amit Dave)


Em três anos e meio o País tem experimentado números amargos. Índices sufocantes tanto para a cadeia produtiva quanto para o cidadão comum, que teve reduzido drasticamente seu poder de consumo. 

O somatório das políticas econômicas de Paulo Guedes, voltada para pequenos grupos que detêm a maior parte da riqueza, e a falta de ações para a maior parte da população, que sentiu os maiores impactos da crise econômica, resultou na profunda crise humanitária que o Brasil vive.

Os efeitos catastróficos são cruéis para a população mais vulnerável. Temos mais de dez milhões de desempregados. O maior crescimento de vagas nos últimos dois meses foi de emprego sem carteira assinada.

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Além disso, a renda média do brasileiro caiu significativamente. Vivemos num país da informalidade, com trabalhos temporários, subempregos e milhões de desalentados. Nesse cenário, a remuneração mensal não alcança nem o valor do salário mínimo.

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E, até o fim de 2021, os que chegavam a receber um salário mínimo mensal  representavam 36% dos ocupados, de um universo de 33,8 milhões de trabalhadores e trabalhadoras.

Junto ao desemprego e à queda da renda vêm a pobreza e a fome. São mais de 60 milhões de brasileiros com dificuldades para se alimentar, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). 

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Temos uma inflação que não sai dos dois dígitos, juros altos que travam investimentos. Sem investimentos não há como promover a criação de novos postos de trabalho e tampouco aumentar a renda do trabalhador, e, com isso não há aumento de consumo. Estamos com inflação e a população perdeu o poder aquisitivo e não consegue  mais  comprar o que comprava antes. 

O governo Bolsonaro preferiu jogar o ônus da alta da gasolina cortando dos estados e municípios a mudar a política de preços dos combustíveis. Paralelamente, a política econômica da equipe de Paulo Guedes nada apresentou para contornar efeitos da estagnação econômica desde que seu presidente tomou posse. 

Nada se investiu na indústria do petróleo brasileira. Pelo contrário, priorizaram fatiar a Petrobras e vendê-la aos pedaços em vez de estimular o refino e focar na autossuficiência. Nada se investiu em infraestrutura, logística ou programas de criação de empregos, capacitação profissional, ampliação de vagas no ensino superior. Resumindo, andamos para trás.

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Essa crise, primeiro, tirou direitos, depois o emprego, a renda, a comida, a dignidade. Durante a pandemia tirou até mesmo a vida. Não tivemos resposta rápida ou ainda lenta do governo.

A população está abandonada à própria sorte na falta de um chefe de Estado que se preocupe em fazer política pública para resolver os problemas reais do País. Questões que importem para as famílias brasileiras estão fora do radar do ex-capitão.

O Brasil precisa voltar a ter rumos, precisa de diretrizes de governo, de planejamento, de política econômica séria, que pense para o povo, que inclua todos e todas, e não direcionada a especuladores.

Nosso país precisa de programa de primeiro emprego, de oportunidades para jovens, de valorização do salário mínimo, de proteção para desempregados, de recuperação do poder de compra dos aposentados e pensionistas, de política de geração de novos postos de trabalho. É preciso  pensar nos preços de itens essenciais.

Modernizar direitos para quem já está no mercado de trabalho, ampliar acesso ao ensino técnico e superior, promover incentivo ao pequeno e micro empresário, fortalecer novamente a agricultura familiar, voltar a ter programas de compras institucionais para pequenos produtores, pensar em soluções para famílias endividadas. 

O Brasil precisa voltar a ter empregos para garantir ao povo brasileiros melhores condições de vida e renda para consumir. Sem isso, a economia não sai da UTI em que está. O povo precisa resgatar a esperança e voltar a  respirar aliviado novamente. Com trabalho, a população vai poder se alimentar corretamente, resgatar autoestima e a dignidade que já teve!

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

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