Educação política o caminho para uma nova história do Brasil

Proponho mudanças profundas - para o PSDB e para o Brasil - e ao longo dos debates pelas prévias irei apresentar um plano de governo com foco na recuperação da economia, no equilíbrio das contas, em uma nova relação institucional do Brasil com os demais países, no meio ambiente e nas políticas públicas de crescimento social e acesso universal à saúde e educação

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A julgar pelas recentes e constantes manifestações populares, contra e pró-governo, fica claro que os brasileiros estão cada vez mais interessados pela política. Entretanto, o discurso do ódio, a violência presente em vários momentos, revela a falta de um conhecimento mais profundo sobre como buscar soluções coletivas, sobre o debate respeitoso e sobre democracia: valor absoluto que deve sempre nortear os rumos de uma nação.

O Brasil necessita, urgentemente, educar-se politicamente. É preciso pôr fim à campanha do ódio, do nós contra eles. Devemos, mais que nunca, buscar por convergência de ideias e ideais, nos apegando naquilo que nos une. Um país educado politicamente respeita a diversidade e, no nosso caso, somos uma nação que ainda não respeita a própria cor, somos um país racista, machista e com uma política desmontada. É preciso mexer em temas que afetam diretamente a vida das pessoas para mudar o Brasil para valer. 

Foi motivado por esse sentimento de mudança que, em março deste ano, aceitei o convite para coordenar o novo Núcleo de Educação Política e Renovação (NEPR), do respeitoso Centro Preparatório Jurídico (CPJUR), que possui excelência de atuação no Direito Público e conta com professores renomados das áreas do Direito Administrativo, Governança e Gestão Pública. O objetivo é estimular o pensamento democrático na sociedade e incentivar a idealização de políticas públicas eficientes, a partir da realização de cursos, webinars, palestras e outras ferramentas que contribuam para a efetividade das ações de promoção da ética, sobretudo na administração pública.

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E assim temos feito! De lá pra cá, entre encontros presenciais e virtuais, tivemos debates de altíssimo nível com políticos de diferentes gerações, como os jovens vereadores Fernando Holiday (São Paulo) e Amom Mandel (Manaus), o senador pelo Ceará e meu amigo Tasso Jereissati; além de renomados pesquisadores, entre eles, o médico infectologista Marcus Lacerda e o psicólogo e epidemiologista Eduardo J. S. Honorato, ambos especialistas em saúde pública. Sempre visando às melhores práticas na política atual e à manutenção de valores morais e sociais, que devem ser norteadores das políticas públicas e do convívio social. 

A educação política respeita a pluralidade de pensamento existente na sociedade e é com base nesse conceito que irei sustentar minha candidatura às prévias do PSDB. Para falar de Amazônia e de como os brasileiros precisam criar o sentimento de pertencimento sobre essa região, que é a mais estratégica para o desenvolvimento sustentável do país; falar sobre igualdade de gênero e a efetiva participação da mulher na política; sobre um novo pacto federativo onde os recursos não se concentrem no orçamento da União, mas onde eles realmente são necessários: nos Estados e municípios, que é quem efetivamente realizam ações de atendimento direto aos seus cidadãos.

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A escolha interna do partido para definição do nome que irá representar o PSDB na disputa para presidência da República em 2022 não é um jogo de vaidades. Participo do processo ao lado de outras três grandes figuras públicas, que são os governadores João Dória (SP) e Eduardo Leite (RS) e o senador Tasso. É para nós, peessedebistas, a oportunidade de forjar uma nova social-democracia, mais atualizada com o complexo Brasil de hoje, mas nunca tirando ‘P’ do partido. 

Proponho mudanças profundas - para o PSDB e para o Brasil - e ao longo dos debates pelas prévias irei apresentar um plano de governo com foco na recuperação da economia, no equilíbrio das contas públicas, em uma nova relação institucional do Brasil com os demais países, no meio ambiente e nas políticas públicas de crescimento social e acesso universal à saúde e educação.

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Eu acredito que o PSDB tem totais condições de apresentar um candidato à presidência da República e obter êxito junto ao movimento dos demais partidos de centro que buscam um nome forte e que possa tirar o país dessa nociva polarização entre direita e esquerda. Somos um partido que é um abrigo para a democracia plena e para os anseios mais nobres dos brasileiros. 

Governamos o Brasil por oito anos e, quando não ganhamos as eleições, fomos o segundo, sendo escolhidos para ser o fiscal do governo eleito. Muita gente não entende isso, mas a oposição é um lugar de honra, de respeito. Nós temos um acervo de realizações que os outros partidos não têm, como o Plano Real e uma postura diplomática que sempre foi respeitada. Por isso, de uma coisa tenho certeza, independentemente do resultado das prévias, o PSDB sairá coeso para as eleições de 2022. 

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