Está se formando a onda da vitória do Lula no primeiro turno

"A extraordinária onda democrática que toma conta de todo país nesta etapa da campanha pode se transformar num gigantesco tsunami", aponta Jeferson Miola

www.brasil247.com - Lula, Alckmin e candidatos da Coligação Brasil da Esperança, participam do ato Todos Juntos por Santa Catarina, no Largo da Alfândega, em Florianópolis (SC). 18.09.2022
Lula, Alckmin e candidatos da Coligação Brasil da Esperança, participam do ato Todos Juntos por Santa Catarina, no Largo da Alfândega, em Florianópolis (SC). 18.09.2022 (Foto: Ricardo Stuckert)


Por Jeferson Miola, para o 247

A conjuntura eleitoral acelerou enormemente em favor da eleição do Lula no primeiro turno. É perceptível, nas ruas, um clamor democrático-popular que vai formando uma onda lulista nesta reta final da campanha.

A estafa com Bolsonaro só aumenta, na mesma proporção de crescimento do desejo de fim do pesadelo. O dia 2 de outubro, neste sentido, é visto como um alívio.

O show de horrores do Bolsonaro e das Forças Armadas no 7 de setembro  sedimentou em amplos segmentos da sociedade brasileira o sentimento de cansaço e saturação com o desastre militar-bolsonarista.

A apropriação partidária e eleitoral desta data cívica nacional selou o isolamento político, social e institucional de Bolsonaro e do governo militar. E, por outro lado, expandiu com força a consciência, em vários extratos sociais, da necessidade de derrotar imediatamente Bolsonaro para encerrar de vez este ciclo de terror e tragédia nacional.

É notório o assombro causado na sociedade pela violência bolsonarista, que culminou no segundo assassinato bárbaro de um eleitor do Lula no intervalo de 50 dias.

Em modo desespero com a perspectiva de derrota já no primeiro turno, Bolsonaro e seus seguidores fanáticos vêm cometendo um desatino atrás do outro.

A agressão à jornalista Vera Magalhães, mais que um ataque pessoal, foi nomeada como de fato é: mais um grave atentado bolsonarista à imprensa e, portanto, mais uma evidência do alto risco à democracia que Bolsonaro representa.

Na tresloucada agenda internacional para participar do funeral da rainha Elisabeth II e da Assembléia Geral da ONU, Bolsonaro aumentou a vergonha mundial. Além de não conseguir melhorar seu desempenho com o uso partidário e eleitoral das agendas oficiais no estrangeiro, Bolsonaro ainda perdeu apoios de setores antipetistas engajados na sua campanha.

Lula é o beneficiário preferencial do eleitorado que majoritariamente reprova o governo militar e rejeita Bolsonaro.

A candidatura Lula, com desempenho consolidado ao redor de 50% dos votos válidos, é a destinatária natural da migração da intenção de votos das pessoas indecisas e de eleitores voláteis das candidaturas de Ciro Gomes e Simone Tebet.

Ciro assiste à debacle da sua candidatura. Com a bolsonarização da sua campanha, militantes e dirigentes pedetistas se unem a ex-pedetistas, trabalhistas e brizolistas históricos que defendem o voto em Lula para elegê-lo já no primeiro turno.

É notável a receptividade da candidatura Lula nas ruas. Um clima receptivo como há anos não se via, devido ao ódio antipetista propagado pela elite dominante e sua mídia. Nas ruas, há um clima de entusiasmo e confiança na vitória do Lula para encerrar o pesadelo bolsonarista.

As pessoas – das mais simples às mais intelectualizadas – percebem com lucidez o risco que representa postergar para o segundo turno a eleição do Lula, que pode ser conquistada já no primeiro turno.

A população está atenta, tem consciência de que Bolsonaro e os militares pretendem avacalhar a eleição. As pessoas entendem perfeitamente que a vitória do Lula já no 2 de outubro é o principal remédio para evitar o caos e o tumulto militar-bolsonarista.

Está se formando a onda lulista para garantir a vitória do Lula no primeiro turno. Os comícios empolgantes que Lula realizou nos Estados do sul na última semana relembram os comícios memoráveis das grandes vitórias democráticas e progressistas que vivenciamos.

A extraordinária onda democrática, popular e antifascista que toma conta de todo país nesta etapa derradeira da campanha pode se transformar num gigantesco tsunami em defesa da democracia e do povo brasileiro.

O começo do fim do pesadelo fascista está a 11 dias de distância.

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