Estados Unidos das Bananas e o Brasil bananeiro

Quem diria, os Estados Unidos retrocederam com os homens e as mulheres das cavernas, que tomaram conta do poder central, com o apoio de lobos travestidos de "cidadãos do bem"

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"É assim que os resultados eleitorais são contestados em uma república das bananas, não em nossa república democrática" --- ex-presidente George Bush

Quem diria... Os Estados Unidos da América, que se autodenomina como o "Campeão da Democracia" e possui "heróis" de guerra, que invadiram e destruíram países muitas vezes em nome da democracia, agora prova o amargo gosto de fel e se transforma, nesses tempos toscos e bizarros da segunda década e início da terceira do século XXI em uma República das Bananas, tal qual ao Brasil e inúmeras republiquetas da sofrida e infernal América Latina.

Tempos difíceis, camaradas! Tempos das piores e mais atrasadas direitas partidárias e ideológicas, que chegaram aos poderes centrais de inúmeros países, com posições e condutas negacionistas, xenófobas, racistas, machistas e, sobretudo, contrárias às conquistas civilizatórias da humanidade, a terem a ignorância e o ódio como combustíveis da violência, sistematicamente e incansavelmente, perpetrada contra àqueles que questionam, discordam e combatem o neofascismo, que surgiu com força em vários países e continentes em pleno século XXI.

Inacreditavelmente, os fascistas e fundamentalistas resolveram atender os apelos do quadrúpede e mentecapto ao estilo Jair Bolsonaro cujo nome é Donald Trump, um político de extrema direita perigosíssimo para as sociedades norte-americana e mundial, que fomentou no país yankee a discórdia, a intolerância, a violência e o radicalismo religioso e ideológico, igualzinho como acontece no Brasil de Bolsonaro, que é apoiado por generais oprtunistas, incompetentes, analfabetos políticos, gananciosos, vaidosos e inconsequentes, que com o tempo serão desmoralizados como aconteceu, em 1985, com a ascensão de Tancredo Neves, pois partes intrínsecas do pior governo da história da República brasileira. Dai tempo ao tempo, porque o que está dito neste artigo inexoravelmente acontecerá.

E não é que as mentiras, tergiversações, acusações e denúncias infundadas do delinquente Donald Trump "engravidaram" os ouvidos de uma turba fanática e irresponsável, que resolveu invadir o Capitólio, ou seja, o Congresso dos EUA para que Trump efetivasse um golpe de estado, a copiar e repetir os lamentáveis golpes que ocorrem e ocorreram na América Latina, a exemplo dos mais recentes ocorridos em Brasil, Honduras, Paraguai e Bolívia, sendo que o país andino restabeleceu a democracia, Evo Morales retornou do rápido exílio, realizaram-se eleições livres e a esquerda retomou o poder ao derrotar eleitoralmente a direita golpista, que teve de recuar para suas caixas de Pandoras.

Entretanto, é realmente de cair os queixos dos países civilizados e também das nações bananeiras, a exemplo do Brasil, a tentativa de golpe nos Estados Unidos (das Bananas). O Brasil desditosamente bananeiro, que efetivou a deposição da presidente eleita e constitucional, Dilma Rousseff, sem ela ter cometido quaisquer crimes de responsabilidade, bem como foi permitida a prisão de Lula, sem ele ter cometido crimes, como está a se comprovar, sendo que seu bárbaro e covarde encarceramento teve como propósito afastá-lo da corrida presidencial, com a cumplicidade e a aquiescência dos juízes do Supremo Com Tudo (SCT), que vem a ser, inquestionavelmente, a vergonha, o vexame e a desgraça do Brasil.

Quem diria, os Estados Unidos retrocederam com os homens e as mulheres das cavernas, que tomaram conta do poder central, com o apoio de lobos travestidos de "cidadãos do bem", como acontece no Brasil de Bolsonaro. Igualzinho! São grupos fanatizados, amorais e despidos de qualquer compreensão sobre os diferentes grupos sociais e seus respectivos interesses e reivindicações perante as sociedades e seus governos. O são divorciados de qualquer empatia pelos grupos antagonistas de suas crenças e valores, e, consequentemente, tratam os diferentes como inimigos, que não merecem, para eles, respeito e cidadania.

Trump e Bolsonaro, dois fascistas mentirosos e violentos, retratam fidedignamente essas pessoas sectárias, de condutas infames e dispostas a romper as regras da democracia e do Estado de Direito. Agem como abutres, consideram o Estado e o país como de fossem apenas deles e dos grupos ideologicamente de extrema direita, a quem eles emprestam suas vozes de tons demoníacos, pois a intenção se resume a validar seus interesses financeiros e políticos, a dividir inapelavelmente as sociedades em castas, sendo que as classes da base da pirâmide social só tenham o direito de trabalhar, servir e calar a boca.

É isto que o Trump quer, e é por isto que seus celerados e ignorantes seguidores lutam: um país para poucos e que seja doutrinado, conforme seus princípios sectários e fascistas. Nada mais parecido com o Brasil miserável e violento destinado para poucos se locupletar e viver como nababos e paxás. 

Contudo e apesar de tudo, os ex-presidentes dos EUA e a Suprema Corte puseram o fascista e inconsequente Trump em seu devido lugar, o limbo e o esgoto da história, destino também de Bolsonaro, que, ao contrário de Trump, chegou ao poder mediante um golpe de estado, em 2016, sob a liderança do usurpador, golpista e infame Michel Temer, que teve como cúmplices o lamentável tucano Fernando Henrique Cardoso, além de Fernando Collor, José Sarney, três ex-presidentes de direita, entreguistas, neoliberais e que apoiaram vergonhosamente um golpe de estado, que abriu caminho para a ascensão do grande mentecapto, o fascista Jair Bolsonaro. 

Esta é a diferença do Brasil e dos EUA, cujos ex-presidentes, inclusive os republicanos, defenderam a legalidade e a democracia. Os tempos são realmente difíceis, mas é necessário resistir a tanto retrocesso e reacionarismo praticamente em todos setores de atividade humana, como se percebe no Brasil e mundo agora. A tentativa de golpe por meio de fascistas, paramilitares, fanáticos religiosos, com a cumplicidade de inúmeros seguranças do Capitólio serviu como lição para o mundo, pois a serpente do fascismo pôs a cabeça para fora, que foi devidamente cortada... nos EUA. No Brasil, as cabeças de medusas estão soltas e livres, a provocar, afrontar e violar a democracia brasileira. É isso aí.

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