Eventos em Cuba enviam mensagem de solidariedade e paz

O Primeiro de Maio, o Encontro Internacional de Solidariedade e o Seminário Contra as Bases Militares são expressões de paz em um mundo sob ameaça

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(Foto: José Manuel Correa/Granma)


Por José Reinaldo Carvalho - Estes primeiros dias de maio são históricos para o povo cubano e seu governo socialista, que entram em nova etapa da luta contra o bloqueio imposto pelo imperialismo estadunidense. Foram também momentos de reflexão e ação para os movimentos internacionalistas de solidariedade e paz.

Depois de dois anos de distanciamento imposto pela pandemia de covid-19, os cubanos voltaram a comemorar o Primeiro de Maio, Dia Internacional dos Trabalhadores, no grande estilo em que sempre fizeram, com multidões nas ruas e a presença maciça de internacionalistas, que foram à ilha brindar irrestrito apoio à luta contra o bloqueio e ao empenho do governo revolucionário liderado pelo presidente Miguel Díaz-Canel para aperfeiçoar o modelo econômico, nos marcos da consolidação do sistema socialista, abrindo novos caminhos para o desenvolvimento e a prosperidade do país em benefício das amplas massas populares. 

"Cuba nunca esquecerá este dia nem aqueles que vieram acompanhar-nos na primeira celebração do Primeiro de Maio sob as condições muito difíceis que a pandemia de covid-19 acarretou ao mundo e os trabalhadores em todas as latitudes", afirmou o Primeiro Secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba e Presidente da República, Miguel Díaz-Canel, ao encerrar o Encontro Internacional de Solidariedade que reuniu em Havana mais de mil delegados de 60 países. Entre estes, dezenas de brasileiros das mais diversas organizações políticas e sociais, destacadamente duas mulheres revolucionárias - Socorro Gomes, presidente do Conselho Mundial da Paz, e Mônica Valente, Secretária Executiva do Fórum de São Paulo. 

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Além do desfile do Primeiro de Maio, a programação alusiva à data se estendeu ao longo da semana seguinte. Além do Encontro Internacional de Solidariedade, teve lugar também o 7º Seminário Internacional de Luta Contra as Bases Militares Estrangeiras, este na simbólica localidade de Guantánamo, onde se localiza a base estadunidense, que é também uma prisão onde se praticaram torturas contra presos políticos. 

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A Base Naval da Baía de Guantánamo ocupa, desde 1903, cerca de 117 km² da costa da República de Cuba. Desde a Revolução Cubana de 1959, o governo cubano tem protestado contra a presença dos EUA em solo cubano, considerando-a ilegal segundo o direito internacional, e argumentando que a base foi imposta a Cuba pela força. Na base funciona também uma prisão, em que foram praticadas torturas por militares estadunidenses. Os Estados Unidos não permitem que a ONU inspecione as condições da base e do tratamento recebido pelos prisioneiros.

As atividades de solidariedade se realizam em Cuba quando o mundo e a América Latina vivem as tensões políticas e militares em consequência das políticas imperialistas de ingerência e agressão, em detrimento da democracia, da autodeterminação dos povos e da paz mundial. 

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Vale ressaltar que como expressão do militarismo e da preparação de uma escalada de conflitos, o imperialismo estadunidense reforça e amplia a sua máquina de guerra, a Otan, em plena atividade, para escalar o conflito na Ucrânia e transformá-lo em uma inaudita confrontação contra a Rússia e a China. Ativistas de organizações pela paz reunidos nesta semana em Cuba advertiram para a realização em junho próximo da cúpula da Otan em Madri, quando se prevê que a aliança atlântica vai adotar um novo conceito estratégico para garantir sua continuidade, expansão e aumentar seu raio de ação. 

Os movimentos pela paz e a solidariedade internacional elevam sua compreensão quanto às ameaças que pairam sobre a humanidade. O imperialismo estadunidense põe em prática uma estratégia hegemonista e agressiva. Sob a palavra de ordem de que a "América voltou", está em curso uma ofensiva brutal do imperialismo. Desde seus primeiros pronunciamentos, o presidente Joe Biden demonstrou sua disposição para enfrentar a China e a Rússia, países considerados como concorrentes ao exercício do seu domínio no mundo.  

Nesse sentido, a política externa e de defesa dos Estados Unidos busca alinhar em uma espécie de frente única de potências imperialistas os países do G7, da União Europeia e da Otan.  

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Esta ofensiva acentua as tensões políticas e militares e provocam conflitos em várias áreas do mundo, como Ásia Pacífico, Oriente Médio, Ásia Central, Leste Europeu, África e América Latina.  

Na nossa região latino-americana este fenômeno é perceptível. O imperialismo estadunidense intensifica seu bloqueio a Cuba, bem como sanções e todo tipo de hostilidades contra a Venezuela, Bolívia e Nicarágua. Ao mesmo tempo, fomenta tensões na Colômbia ao proclamar esse país governado pela extrema-direita como aliado preferencial extra-Otan, numa demonstração de que a qualquer momento pode empreender ações para desestabilizar a região. 

Este cenário aumenta a importância das eleições presidenciais na Colômbia, de 29 de maio, onde a esquerda, liderada por Gustavo Petro,  tem condições de vencer, e no Brasil, em outubro, em que Lula se credencia para derrotar a extrema-direita. 

Voltando ao Primeiro de Maio cubano e ao Encontro Internacional, em que ficou claro que não se pode bloquear a solidariedade, o presidente cubano deixou claro o internacionalismo do Partido Comunista de Cuba e do socialismo cubano.  

"Nosso povo enviou uma mensagem forte ao mundo", sublinhou Díaz-Canel. [a solidariedade] “continuará sendo uma arma de luta indestrutível e, ao mesmo tempo, uma mensagem de paz permanente e inesgotável, impossível de silenciar”.

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