Ex de Bolsonaro, que já o acusou de roubo e ameaça de morte, vai à CPI

“Em novembro de 2011 eles fizeram um acordo judicial acerca da guarda do 04 e ela passou a elogiá-lo. Não se sabe se mentiu ao acusá-lo ou ao inocentá-lo”, destaca o jornalista Alex Solnik

Ana Cristina Siqueira Valle e Bolsonaro
Ana Cristina Siqueira Valle e Bolsonaro (Foto: Reprodução | Reuters)
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Por Alex Solnik

Estrela do recente noticiário político-policial por sua atuação no esquema da rachadinha no gabinete do filho 02 de seu ex-marido e por ter se mudado para uma mansão, em Brasília, sem apresentar condições financeiras para tal, com o 04, seu filho com o presidente, Ana Cristina Valle Bolsonaro foi convocada pela CPI da Covid para explicar suas relações com o lobista Marconny Albernaz Faria, que, entre outros rolos federais, ajudou a enroladíssima Precisa em negócios com o ministério da Saúde.

A quebra de sigilo do celular revelou que ele lhe enviava currículos de candidatos a cargos no governo para ela encaminhar aos canais competentes. 

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A oitiva de hoje revelou que ele era uma espécie de conselheiro empresarial de Jair Renan, o 04, a quem ajudou a abrir uma empresa, recebia em festas de arromba em sua casa e no camarote de quem, no Estádio Mané Garrincha, ele promoveu sua última festa de aniversário.

Marconny também é amigo da advogada Karina Kufa que, além de defender Bolsonaro na Justiça foi uma das organizadoras da tentativa frustrada da criação de um partido para Bolsonaro chamar de seu.

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Ana Cristina já acusou Bolsonaro, em 2008, logo após a separação depois de dez anos de casamento, de ter roubado de seu cofre, numa agência do Banco do Brasil, suas jóias, dólares e reais, que somavam R$1,6 milhão, o que registrou em boletim de ocorrência na 5a Delegacia de Polícia do Rio de Janeiro.

Em 2011, contou ao vice-cônsul brasileiro em Oslo, Mateus Henrique Zoqui ter fugido para a Noruega, com seu filho e seu novo companheiro, após receber ameaças de morte de Bolsonaro.

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Em novembro de 2011 eles fizeram um acordo judicial acerca da guarda do 04 e ela passou a elogiá-lo.

Não se sabe se mentiu ao acusá-lo ou ao inocentá-lo.

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