Fascistas ameaçam matar ministros do STF

Vários dos membros dessa organização criminosa já foram alvo de operações policiais nesta semana

Sara Winter e fachada do STF
Sara Winter e fachada do STF (Foto: Reprodução | STF)
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Ao votar na quarta-feira (17) pela legalidade do inquérito das fake news, Alexandre de Moraes leu algumas das ameaças recebidas pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) nos últimos dias. As mensagens revelam o grau de radicalidade e insanidade das falanges bolsonaristas, que ameaçam a frágil democracia brasileira.

Conforme enfatizou o ministro, é preciso "que se pare de uma vez por todas de se fazer confusão de críticas, por mais ácidas que sejam, e que devem existir e continuar, com agressões, ameaças e coações". Na sequência, ele fez a leitura de três mensagens asquerosas. A primeira é de uma advogada – “advogada” – do Rio Grande do Sul:

“Que estuprem e matem as filhas”

"Que estuprem e matem as filhas dos ordinários ministros do Supremo Tribunal Federal", rosna a fascistinha gaúcha. Para o ministro, "em nenhum lugar do mundo isso é liberdade de expressão. Isso é bandidagem, é criminalidade". A segunda mensagem também destila ódio e prega a morte:

"Quanto custa atirar a queima roupa nas costas de cada ministro filho da puta do Supremo Tribunal Federal que queira acabar com a prisão em segunda instância? Se acabarem com a prisão em segunda instância, só nos resta jogar combustível e tacar fogo no prédio do STF com ministros dentro", dispara outro psicopata.

"Já temos em poder armas com munição de grosso calibre. Esconda seus filhos e parentes na Europa, porque aqui você não vai ter onde se esconder... Faremos um tribunal em praça em pública com direito a fuzilamento de todos os parasitas e vagabundos estatais", rosna outro fascista

Parlamentares, empresários e milicianos digitais

Diante do ódio incontrolável das falanges fascistas, o plenário do STF decidiu – por 10 votos a um – prosseguir as investigações sobre a difusão de notícias falsas e de ameaças aos ministros. A ampla unidade indica que o Supremo – até por motivo de sobrevivência – decidiu protagonizar a luta contra os atuais ataques à democracia. Antes tarde do que nunca!

Pelo que o inquérito já apurou, são suspeitos de integrar o esquema de fake news deputados e um senador bolsonaristas, empresários e milicianos digitais ligados ao chamado “gabinete do ódio”, que seria chefiado pelo filho 02 do “capetão”, Carlos Bolsonaro. Vários dos membros dessa organização criminosa já foram alvo de operações policiais nesta semana.

A lista dos investigados

Abaixo, a lista de alguns dos investigados no inquérito das fake news e das manifestações fascistas:

Deputados federais

Bia Kicis (PSL-DF)
Carla Zambelli (PSL-SP)
Daniel Silveira (PSL-RJ)
Filipe Barros (PSL-PR)
Junio do Amaral (PSL-MG)
Luiz Phillipe Orleans e Bragança (PSL-SP)

Deputados estaduais

Douglas Garcia (PSL-SP)
Gil Diniz (PSL-SP)

Milicianos digitais

- Allan dos Santos. Criador do Canal Terça Livre e uma espécie de líder informal das redes bolsonaristas

- Bernardo Kuster. Editor do jornal online Brasil Sem Medo, ligado ao filósofo de orifícios Olavo de Carvalho

Empresários fascistas

- Edgard Corona. Dono da rede de academias Smart Fit, é um dos empresários que mais apoiam Bolsonaro

- Luciano Hang. Dono da rede de lojas Havan, ele foi acusado de ter financiado disparos de WhatsApp contra Fernando Haddad nas eleições de 2018

- Otávio Fakhoury. Empresário e investidor, ele é dono do site mentiroso Crítica Nacional

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