Fernanda, Brigitte, eu e a fotossíntese

O que elas e as outras quatro milhões de mulheres no mundo possuem em comum, além dos dons e da competência? A esperança de respirar a cada novo amanhecer

Avassaladas pelo descortinar de um novo tempo; o tempo que soçobra todo o tempo...

Aquele momento arte, ou aquela mão estendida que faz a vida girar...parece escorrer sob risco, mas existe o olhar de uma mulher, que sabe que nasceu para ser muito mais que o claustro da prenhez.

Como poetisa insisto na ideia de que a poesia (como manifestação perene do belo) me fará sempre reivindicar meu posto de poder: neste trono.

As estrelas se fazem representar muito mais do que bioquimicamente são: aglomerados de poeira e hidrogênio que guardadas as devidas proporções também perecem, mas que em sua etimologia se traduzem em Esperança e Luz.

Vivemos em um orbe quase cem por cento aquático; nosso corpo humano é composto de setenta e cinco por cento de água, nós viemos da água, e a maior parte do oxigênio se encontra difundido em mares, rios e oceanos: Nossa adaptação ao meio é a lei da seleção natural, portanto respirar para viver, é o nosso lema.

A fotossíntese foi considerada um marco para nossa proliferação na Terra, e os primeiros coacervados autotróficos que o digam; eles vieram depois das estrelas que continuam a se expandir no cosmo.

Realmente a fotossíntese é uma estrela poética e milenar, pois faz de um simples pigmento chamado clorofila a Stela mais brilhante da Broadway da natureza, pois que transforma a luz solar em alimento (glicose) e de quebra expele o sagrado gás oxigênio para todas as espécies respirarem.

Cada alga, e cada árvore que fenecem levam para o seu túmulo a indústria de fazer vida no locus tecidual que não é visto a olho nu, mas que de forma microscopicamente perfeita trabalha incessante no fabrico do gás que propicia cada inspiração há milênios. 

Somos milhões de estrelas, ou de mulheres que respiram sob o auspício da supremacia da rainha-mãe fotossíntese, dentre elas está Brigitte Macron, uma professora francesa e primeira dama; Fernanda Young, uma roteirista, atriz, e escritora brasileira; e Valéria Guerra Reiter, poetisa, escritora, atriz e historiadora, também brasileira.

O que elas e as outras quatro milhões de mulheres no mundo possuem em comum, além dos dons e da competência? A esperança de respirar a cada novo amanhecer.

Segundo narra a Bíblia (Em Gênesis, 3, 19) do pó viemos e ao pó voltaremos; afinal somos feitos de estrelas como disse o astrônomo Carl Sagan.

Homens e mulheres respiram desde o advento da fotossíntese, mas hoje a homenagem aqui vai para as mulheres; principalmente para as vítimas de sexismo, misoginia e ageísmo.

#LULALIVRE

#AMAZONIASIM

#BRASILLIVRE

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