Fernando Haddad e o retorno à civilização

Fernando Haddad tem as ferramentas civilizatórias da filosofia em seu refinamento discursivo, assim consegue desativar estas minas que podem explodir. Pode desarmar as falácias, ele tem a capacidade de desnudar as perguntas, ele as expõem no revesso, exibindo os disfarces e as intrigas dos mal intencionados jornalistas

Fernando Haddad e o retorno à civilização
Fernando Haddad e o retorno à civilização (Foto: João Valério)

Conheci Fernando Haddad em 2004, quando ele veio para Salvador, Bahia, para dar uma palestra na reitoria da UFBA. No final da conferência, me aproxime para fazer-lhe algumas perguntas e ele me respondeu com amabilidade e atenção sincera.

Quando Janaína Paschoal começou sua dança frenética, sua agitação furiosa, depois abriu a caixa de Pandora. Ali perdi completamente a esperança de que o Brasil retornaria à civilização.

Da caixa de Pandora de Janaína saíram figuras arcaicas, estereótipos obsoletos, como um juiz Batman, um promotor fantasiado de Robin e um ator pornô fracassado que queria lutar para que os venezuelanos entregassem o petróleo a Trump.

Desde as camadas mais baixas da história, surgiu a violência do assustador capitão do Mato e a inveja do presumido sociólogo, acadêmico que apenas excita os banqueiros da ambição e as empresas petrolíferas da pilhagem.

Os jornalistas foram alugados, eles desesperados pegaram o primeiro dinheiro sujo que lhe foi oferecido pelos agiotas estrangeiros.

Lula não foi apenas um gênio político, mas fez os brasileiros experimentarem seu melhor momento como civilização ocidental. Fernando Haddad se baseia nesses valores civilizadores para enfrentar a histeria destrutiva que permaneceu após o golpe.

O problema mais profundo das comunicações é que a TV Globo quer viver como uma sanguessuga do estado, trilhões do Bolsa Família vai para aumentar a fortuna dos milionários da mídia.

A classe política da direita é constituída em boa parte por jornalistas alugados, esses jornalistas são a infantaria, os franco-atiradores nos golpes de Estado.

Bolsonaro tem crescido, porque durante anos as revistas reacionárias, jornais e TV da promoção do ódio, deram aversões como alimentos à classe média brutalizada. Essa classe não consegue distinguir a manipulação da mídia.

Agora, esses mesmos meios querem retornar essas pessoas ao rebanho do PSDB. Mas essas pessoas já saíram andando, agora caminham como Frankenstein com suas próprias pernas, enquanto a Veja (laboratório onde os monstros foram inventados) desmorona.

A obra de Fernando Haddad é devolver aos brasileiros o espírito conciliatório de Lula, isto é, retornar a racionalidade das civilizações.

Fernando Haddad foi entrevistado pelos jornalistas do golpe, ele chegou para apaziguá-los, para domá-los. Pois a mãe da família Brasileira já sabe que se continuarmos nessa loucura destrutiva acabaremos eliminando tudo.

Devemos entender que o fascismo brasileiro é essencialmente desnacionalizado, a intolerância do capitão do mato olha com ódio e desprezo aos seus compatriotas.

O capitão do Mato é tratado na casa grande como um lacaio obediente, este traiçoeiro de pobres não almoça na mesa grande do senhor de engenho.

Fernando Haddad tem de enfrentar estes monstros que saíram da caixa de Pandora e para isso tem que ser um mestre e ter os conhecimentos múltiplos da excelência das instituições.

Fernando Haddad tem as ferramentas civilizatórias da filosofia em seu refinamento discursivo, assim consegue desativar estas minas que podem explodir. 

Fernando Haddad pode desarmar as falácias, ele tem a capacidade de desnudar as perguntas, ele as expõem no revesso, exibindo os disfarces e as intrigas dos mal intencionados jornalistas. 

Ricardo Boechat é muito bom como depreciador nos monólogos, mas ao lado de Fernando Haddad se desvenda sua falta de refinamento e erudição. Em sua falta de formação se apresenta como se fosse um poste na carreira do Haddad. 

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