Opinião

Fiasco de domingo pode afastar PSB do impeachment

Os órfãos de Eduardo Campos ainda não decidiram de que lado da história querem ficar. Rachado em relação ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o PSB reúne o diretório nacional para oficializar uma posição na quinta-feira, dia 17. A inexpressividade das manifestações de domingo pode afastar o partido do movimento pela deposição de…

Os órfãos de Eduardo Campos ainda não decidiram de que lado da história querem ficar. Rachado em relação ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o PSB reúne o diretório nacional para oficializar uma posição na quinta-feira, dia 17. A inexpressividade das manifestações de domingo pode afastar o partido do movimento pela deposição de Dilma. Os três governadores, Rodrigo Rollemberg, Paulo Câmara e Ricardo Coutinho, já se manifestaram contra o impeachment. O presidente da legenda, Carlos Siqueira, não externou sua posição
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Os órfãos de Eduardo Campos ainda não decidiram de que lado da história querem ficar. Rachado em relação ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o PSB reúne o diretório nacional para oficializar uma posição na quinta-feira, dia 17. A inexpressividade das manifestações de domingo, 13, pode afastar o partido do movimento pela deposição de Dilma.

Embora a votação para a escolha dos membros da comissão especial tenha sido secreta, sabe-se que a grande maioria dos deputados do partido votou na chapa alternativa composta pelos defensores do impeachment. O ex-deputado Beto Albuquerque, que foi o candidato a vice na chapa de Campos, é a favor, mas a maioria dos governadores é contra. O irmão de Campos, Antônio Campos, a participar do protesto de domingo em Recife pediu que o PSB decida a favor do impeachment. 

O PSB, entretanto, está completamente dividido em relação ao assunto. Entre os três governadores,  o do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, e o de Pernambuco, Paulo Câmara, têm seus nomes na lista dos 16 governadores que subscreveram a Carta da Legalidade, contra o impeachment. Câmara, entretanto, recusou o convite do colega da Paraíba, Ricardo Coutinho, para participar do ato “Golpe nunca mais”. Sua diferença com Coutinho, disse Câmara, é que ele não apoia o governo Dilma embora não veja razões jurídicas consistentes para o afastamento de Dilma e discorde da condução de Eduardo Cunha. Entre os prefeitos de capitais e grandes cidades, Marcio Lacerda, de Belo Horizonte, já se manifestou contra. A senadora Lídice da Matta está em campanha contra o impeachment. O presidente do partido, Carlos Siqueira, não externou sua posição.

É certo, porém, que o fiasco dos protestos de domingo produziu uma freada na adesão do PSB, quedecidirá em situação mais confortável. Na quinta-feira já terá ocorrido também a decisão do STF sobres aspectos rituais importantes do processo, e a reunião de amanhã, do Conselho de Ética da Câmara, para tentar mais uma vez aprovar o parecer sobre o processo de cassação de Eduardo Cunha.

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Cortes 247

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