“Folha” rifa Temer corrupto, mas apoia Congresso corrupto

"Ainda bem que o seu Frias não está aqui para ver as aberrações produzidas por seu filho à frente da 'Folha'. Ele era gente boa", diz o colunista Alex Solnik; "A Folha defende as indiretas com argumentos canhestros. Que não está na constituição. Que a eleição é muito cara. Que não vale a pena eleger alguém para ficar apenas um ano. Mas não é disso que se trata. Ninguém quer eleger um presidente em 2017 e outro em 2018; trata-se de antecipar de 2018 para 2017. Trata-se de encurtar a crise em um ano. Porque seja quem for o eleito pelo Congresso, vai lhe faltar legitimidade. E está na constituição, sim, pois a carta admite emendas, é perfeitamente legal votar uma PEC antecipando eleições. Que triste sina: o jornal do seu Frias ser conhecido no futuro como porta-voz das Indiretas Já"

"Ainda bem que o seu Frias não está aqui para ver as aberrações produzidas por seu filho à frente da 'Folha'. Ele era gente boa", diz o colunista Alex Solnik; "A Folha defende as indiretas com argumentos canhestros. Que não está na constituição. Que a eleição é muito cara. Que não vale a pena eleger alguém para ficar apenas um ano. Mas não é disso que se trata. Ninguém quer eleger um presidente em 2017 e outro em 2018; trata-se de antecipar de 2018 para 2017. Trata-se de encurtar a crise em um ano. Porque seja quem for o eleito pelo Congresso, vai lhe faltar legitimidade. E está na constituição, sim, pois a carta admite emendas, é perfeitamente legal votar uma PEC antecipando eleições. Que triste sina: o jornal do seu Frias ser conhecido no futuro como porta-voz das Indiretas Já"
"Ainda bem que o seu Frias não está aqui para ver as aberrações produzidas por seu filho à frente da 'Folha'. Ele era gente boa", diz o colunista Alex Solnik; "A Folha defende as indiretas com argumentos canhestros. Que não está na constituição. Que a eleição é muito cara. Que não vale a pena eleger alguém para ficar apenas um ano. Mas não é disso que se trata. Ninguém quer eleger um presidente em 2017 e outro em 2018; trata-se de antecipar de 2018 para 2017. Trata-se de encurtar a crise em um ano. Porque seja quem for o eleito pelo Congresso, vai lhe faltar legitimidade. E está na constituição, sim, pois a carta admite emendas, é perfeitamente legal votar uma PEC antecipando eleições. Que triste sina: o jornal do seu Frias ser conhecido no futuro como porta-voz das Indiretas Já" (Foto: Alex Solnik)

Ainda bem que o seu Frias não está aqui para ver as aberrações produzidas por seu filho à frente da “Folha”. Ele era gente boa. Trabalhava e trocava ideias com espíritos livres como Tarso de Castro. Como Claudio Abramo. Um dia ele telefonou para mim: “Minha filha está com problemas para embarcar num voo da Vasp, em Miami, você pode ajudar”? Na página inicial das minhas entrevistas publicadas na Interview havia um selo “Repórter Vasp”, de onde, imagino, seu Frias deduziu que eu tinha ligações com a companhia aérea do governo de São Paulo, depois vendida por Orestes Quércia.

   Mas o que eu quero dizer é que seu Frias jamais permitiria publicar uma manchete como a de hoje: a maioria do Congresso é contra eleições diretas. Um jornal que construiu seu marketing em cima das Diretas Já deveria ter pudor em dar uma manchete dessas. Em vez de praticar jornalismo, praticou proselitismo. E de uma tese que enterra todo o passado que o seu Frias construiu.

   Não seria necessário fazer pesquisa alguma para descobrir que esse Congresso em grande parte maculado por acusações de corrupção e outras de igual teor; esse Congresso cuja Câmara escolheu para presidi-la o hoje presidiário Eduardo Cunha; esse Congresso que derrubou uma presidente a pretexto de “pedaladas fiscais” e colocou no Planalto esse que agora é carta fora do baralho prefere escolher alguém da sua turma, intramuros, na base do conchavo.

   Mas será que esse Congresso tem legitimidade, tem moral, tem ética, tem responsabilidade para eleger o sucessor de Temer? O que esse Congresso decidir será acatado pela população? Mais uma vez, tal como Temer, esse suposto sucessor vai tentar impor um programa que não foi sufragado nas urnas.

   E a Folha concorda com isso. Concorda em deixar o Brasil mais um ano à deriva, dirigido por algum preposto da turma que vai elegê-lo, a mesma turma de Temer e de Cunha, alguém como, por exemplo, Rodrigo Maia.

   Da família Maia, o melhor era o Tim.

   Essa manchete não foi a única lambança dos últimos dias: a primeira foi aquela perícia na gravação que deu sobrevida a Temer. A essa altura, porém, a Folha já embarcou na tese da Globo, de que não vale mais a pena sustentar um presidente corrupto, que a cada dia perde força e será incapaz de impor o arrocho salarial e das aposentadorias.

   A Folha defende as indiretas com argumentos canhestros. Que não está na constituição. Que a eleição é muito cara. Que não vale a pena eleger alguém para ficar apenas um ano.

   Mas não é disso que se trata. Ninguém quer eleger um presidente em 2017 e outro em 2018; trata-se de antecipar de 2018 para 2017. Trata-se de encurtar a crise em um ano. Porque seja quem for o eleito pelo Congresso, vai lhe faltar legitimidade. E está na constituição, sim, pois a carta admite emendas, é perfeitamente legal votar uma PEC antecipando eleições.

   Se a Folha quisesse fazer jornalismo e não proselitismo, deveria ter colocado outra manchete, com o mesmo peso, informando que a maioria da população quer eleições diretas e rejeita as reformas. O detalhe é que deputados e senadores somados são 594 e a população, mais de 200 milhões.

   Que triste sina: o jornal do seu Frias ser conhecido no futuro como porta-voz das Indiretas Já.

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