Fora Bolsonaro!

Se os partidos políticos, sindicatos, organizações estudantis, entidades de classes, movimentos populares em coro com a sociedade organizada, não iniciarem o movimento Fora Bolsonaro imediatamente, corremos sério risco de as instituições hibernarem em águas turvas por um longo período

Se os partidos políticos, sindicatos, organizações estudantis, entidades de classes, movimentos populares em coro com a sociedade organizada, não iniciarem o movimento Fora Bolsonaro imediatamente, corremos sério risco de as instituições hibernarem em águas turvas por um longo período.

Cientistas políticos, jornalistas, intelectuais e formadores de opinião falam todos os dias do saque às riquezas, da falência das instituições, da subserviência do Brasil colônia, do aparelhamento miliciano que se organizou nos gabinetes, mas esse discurso precisa de matéria física de massa para ocupar um lugar no espaço.

A mais alta instância da justiça, o STF, está a um passo de se tornar um cabaré regabofe da presidência. Bolsonaro vai indicar os novos ministros para as vagas de Celso de Mello e Marco Aurélio, passando a ter maioria e ficando no controle da suprema corte, o que nos levaria para uma ditadura pior e mais violenta do que a dos militares.

De repente, percebemos que o Brasil é muito extenso territorialmente e que falhamos na comunicação, não fomos capazes de ocupar espaços vulneráveis da sociedade, permitimos que ficassem expostos ao avanço do extremismo que destrói a democracia e devora os direitos.

O triunfo de Bolsonaro em 2018 foi a celebração do conservadorismo evangélico (pleonasmo vicioso), do antipetismo e do analfabetismo político. Atualmente os críticos de Lula e Dilma não questionam a corrupção, normalizaram as pedaladas, rachadinhas, racismo, homofobia, misoginia, obstrução de justiça, aceitam tudo, até enterro sem corpo.

Fora Bolsonaro! Esse grito tem que sair de trás dos teclados, das telas, das salas, bares e ganhar as ruas espontaneamente em detrimento da manipulação midiática golpista. Não vamos esperar por um seriado de televisão que nos induza pintar a cara e bater panelas.

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