Futebol - imprensa e corrupção

O futebol brasileiro, como boa parte das entidades e empresas, encontra-se em estado falimentar e a corrupção pôs fim ao sonho do povo de ver a seleção ocupando postos de destaque

Não bastasse a melancólica eliminação na Copa de 2014 num fatídico jogo que ficará marcado para sempre na memória de todos os brasileiros e estrangeiros, a nossa seleção acaba de ser eliminada na primeira fase da Copa América.

E o que isso significa?

Naturalmente, temos que levar em conta um conjunto de fatores, a corrupção que se abateu sobre o futebol mundial e brasileiro e o papel da imprensa.

O futebol brasileiro, como boa parte das entidades e empresas, encontra-se em estado falimentar e a corrupção pôs fim ao sonho do povo de ver a seleção ocupando postos de destaque.

As apurações feitas pelos americanos colocaram a nu a FIFA e os dirigentes brasileiros, um deles está preso em prisão domiciliar nos EUA e não pode ser transferido, além do envolvimento de tantos medalhões e figurões que trocam tudo pelo malsinado dinheiro sujo.

A mídia é a grande responsável no Brasil, ligar a televisão e ver espetáculos deprimentes quase todos os dias e nos finais de semana comprova a má administração e o esvaziamento dos estádios preparados para a Copa.

Idolatram ídolos de pé de barro para que tenham e levem alguma vantagem, tal qual a Lei de Gerson, na nossa imprensa, o futebol é visto como paradigma e modelo de esporte e os demais são pouco falados ou comentados, e estamos mergulhados nos Jogos Olímpicos com centenas de atletas e modalidades diversas.

Enquanto não regulamentarmos o futebol, uma vez por semana e aos sábados e domingos, continuaremos sendo vítimas de armadilhas e o fato de se jogar muito não revela que o fazemos bem ou de forma racional.

Os jogadores da seleção mostram pouco apreço pela camisa e não se sacrificam em campo, perdem a bola e não correm atrás, quanta diferença para as demais seleções, nas quais os atletas até podem perder, mas suam a camisa que empunham, agora, o futebol se transformou, por completo, no megaevento e na distribuição de favores e altas propinas, com monopólio ou duopólio nas transmissões, além de torcidas completamente desorganizadas.

O desgoverno que, há mais de mês, deixou o comando do País foi capaz de exterminar o futebol e dinamitar a seleção brasileira, bilhões gastos nas construções de estádios, porém sem jogadores ou jogos de alta performance.

E a corrupção varreu o futebol brasileiro com o envolvimento de dezenas de dirigentes e uma política cega de favorecimentos e benefícios, com vendas de jogadores e troca de técnicos representando um punhado de dinheiro que poucos ganham e muitos se sacrificam.

Com esse futebol nanico, as nossas chances de conseguirmos chegar até a Copa de 2018 são bem menores, e dois técnicos gaúchos se encarregaram de piorar ainda mais o quadro, com a deprimente derrota para a seleção alemã e a vergonhosa partida contra o fraco Peru, se o gol foi de mão, pouco importa, não fomos capazes de brigar sequer por um empate.

E mais triste e perturbador é a imprensa marrom falando sobre os atletas da bola remunerados regiamente, mas com um futebol paupérrimo, sem criatividade ou combatividade para brigar pelo resultado.

Dessa forma, enquanto não banirmos a corrupção, melhorarmos o relacionamento com a imprensa e organizarmos nossos torneios, continuaremos sendo o País das peladas e a camisa da seleção brasileira, simples nostalgia do passado.

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