Gilmar demonstrou o que é ser juiz

O jornalista Hayle Gadelha escreve sobre o gesto "simples e ousado" do ministro da Suprema Corte, Gilmar Mendes, para Lula, "de levar algumas palavras solidárias pela morte do neto Arthur. E foi além. Fez lembrar ao mundo que aquele que, além de ser um avô em dor, derramado em lágrimas, era também o grande líder brasileiro dos últimos anos, que transformou o Brasil em um país mais digno, mais humano, mais fraterno, sem medo de ser feliz, um país que chora por sua liberdade, pelo retorno de suas ideias e de suas ações no nosso dia a dia", reflete Gadelha

Gilmar demonstrou o que é ser juiz
Gilmar demonstrou o que é ser juiz (Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF)

Ser juiz não é simplesmente conhecer as leis – e estabelecer os seus julgamentos estritamente dentro das leis, com o rigor que elas determinam. Antes de tudo, o juiz precisa ter um amplo conhecimento (e um sentimento ainda maior) do mundo em que vivemos, com seus erros e seus acertos, seu jeito humano de ser.

Gilmar tem-se mostrado uma figura controvertida, cheio de gestos e bocas, na maioria das vezes esquisito ou antipático (isso sem entrar no julgamento de seus julgamentos), estranho até quando ri. Mas ontem, dia 2, fez um gesto extremamente humano ao mandar um recado para Lula.

Foi um gesto simples e ousado, esse de Gilmar para Lula, de levar algumas palavras solidárias pela morte do neto Arthur. E foi além. Fez lembrar ao mundo que aquele que, além de ser um avô em dor, derramado em lágrimas, era também o grande líder brasileiro dos últimos anos, que transformou o Brasil em um país mais digno, mais humano, mais fraterno, sem medo de ser feliz, um país que chora por sua liberdade, pelo retorno de suas ideias e de suas ações no nosso dia a dia.

Gilmar, um juiz, do Supremo, fez um gesto digno, em reconhecimento a um homem digno.

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