Golpe contra Dilma - cinco anos de retrocessos e mortes que não deixam o Brasil esquecer

O que a presidenta Dilma quis dizer há cinco anos foi que ao destituírem-na de seu mandato presidencial legitimamente eleita por 54 milhões de eleitores, os golpistas escancararam a porteira da ilegalidade e do vale tudo golpista, o que acabou permitindo a entrada do maior violentador da democracia e dos valores humanos, o racista, o machista e homofóbico, em suma, o fascista genocida Bolsonaro

www.brasil247.com - Dilma Rousseff
Dilma Rousseff (Foto: ricardo stuckert)



Há exatamente 5 anos, no dia 31 de agosto de 2016, a primeira mulher eleita presidenta do Brasil foi destituída de seu legítimo mandato por força do “impeachment fraudulento, um verdadeiro golpe”, conforme disse a própria presidenta Dilma no seu pronunciamento final à Nação brasileira.

Nessa hora dramática, a presidenta Dilma, de cabeça erguida e voz potente, avisou ao povo brasileiro o que estava em jogo com o processo do impeachment e o que iria acontecer com ele a partir daquele momento.

Abro espaço para as palavras da presidenta Dilma:

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“O que está em jogo não é apenas o meu mandato. O que está em jogo são as conquistas dos últimos 13 anos. Os ganhos das pessoas mais pobres e da classe média, a proteção às crianças, os jovens chegando às universidades e escolas técnicas, a valorização do salário-mínimo, os médicos atendendo à população, a realização do sonho da casa própria, com o Minha Casa, Minha Vida. O que está em jogo é também a grande descoberta do Brasil, o Pré-sal. O que está em jogo é o futuro do país, a oportunidade e a esperança de avançar sempre mais.”

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Vendo o que de fato aconteceu no país, nesses cinco fatídicos anos, período em que só caminhamos para trás com a estagnação da economia e os inacreditáveis retrocessos sociais, culturais, educacionais e políticos, inclusive com a volta do Brasil ao Mapa da Fome, sem falar do sacrifício de 580 mil vidas por conta da política genocida de Bolsonaro, temos de reconhecer que o discurso da presidenta Dilma foi realmente premonitório.

Mas conhecendo quem votou pelo seu afastamento da presidência e também as forças econômicas que tinham interesse na destituição ilegal de seu governo, já que ela não cometeu nenhum crime de responsabilidade passível de impeachment, como foi amplamente reconhecido depois do golpe, a presidenta Dilma não precisaria ser uma profetisa para acertar o que iria acontecer com nosso povo e nosso país.

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Naquele triste momento para a democracia brasileira, Dilma advertiu também que o que estava em jogo era o respeito às urnas, à vontade soberana do povo brasileiro e à Constituição.

Não foi exatamente esse desrespeito à Constituição o que aconteceu com o fim da aposentadoria, dos direitos trabalhistas, das privatizações de empresas estratégicas, tudo disfarçado por emendas constitucionais.

Não foi precisamente isso o que permitiu a condenação fraudulenta seguida de prisão ilegal de Lula, apenas para impedi-lo de ser candidato e assim permitir a eleição do fascista Bolsonaro?

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Igualmente o fim do respeito ao Estado democrático de direito não estão na base das sucessivas ameaças e violações da Constituição, inclusive com tentativas abertas de golpes fascistas feitas por Bolsonaro depois de eleito com a ajuda de Moro e das fake news?

O que a presidenta Dilma quis dizer há cinco anos foi que ao destituírem-na de seu mandato presidencial legitimamente eleita por 54 milhões de eleitores, os golpistas escancararam a porteira da ilegalidade e do vale tudo golpista, o que acabou permitindo a entrada do maior violentador da democracia e dos valores humanos, o racista, o machista e homofóbico, em suma, o fascista genocida Bolsonaro.

Contudo Dilma previu igualmente que a luta contra o golpe seria longa mas que poderia ser vencida; que todos nós, os defensores da democracia, iriam vencer!

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É o que estamos fazendo nesse momento nas ruas do país, lutando pelo Fora Bolsonaro, pela Vida, por Vacina para todos e todas, pelo auxílio emergencial decente e por soberania nacional.

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

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