Golpistas criam factoide para justificar repressão em Porto Alegre

"Após anunciar na semana passada que vai limitar o funcionamento do tribunal nos dias 23 e 24, apenas ao julgamento de Lula por questões de segurança, o presidente do TRF4, Thompson Flores, veio nesta segunda, 15, a Brasília conversar sobre segurança dos prédios públicos e dos juízes envolvidos no julgamento. O que está acontecendo? A Polícia Militar do estado está de férias?", questiona o deputado Chico Vigilante; "Juiz não pode ter medo. Juiz julga com provas, com honestidade, com justiça, de acordo com as leis vigentes no país e, portanto, se mantém tranquilo"

Brasília: A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, reúne-se com o presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), desembargador Federal Carlos Eduardo Thompson Flores, no STF. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Brasília: A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, reúne-se com o presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), desembargador Federal Carlos Eduardo Thompson Flores, no STF. (Marcelo Camargo/Agência Brasil) (Foto: Chico Vigilante)

O desespero dos golpistas é proporcional ao crescimento de Lula nas pesquisas e ao apoio nacional e internacional que recebe em relação ao julgamento de 24 de janeiro no TRF4.

Nenhum nome de peso saiu em defesa da sentença de Moro, mas 122 artigos publicados no livro “Comentários a uma sentença anunciada – O Processo Lula”, apontam que o processo é um amontoado de equívocos jurídicos sem nenhuma prova real de crime.

Corre mundo afora em várias línguas manifesto já assinado por mais de 170 mil pessoas em apoio a Lula, dentre eles o ex-presidente do Chile, Ricardo Lagos, do Uruguai, José “Pepe” Mujica, do Equador, Rafael Correa, da Argentina, Cristina Kirchner, da Colômbia, Ernesto Samper, o ex-primeiro ministro da Itália, Massimo D’Alema.

Do meio acadêmico, artístico e cultural o cientista político norte-americano Noam Chomsky, o cineasta Costa-Gavras, os escritores Raduan Nassar, o cantor Chico Buarque, a jornalista Hildegard Angel, dentre muitos outros nomes de expressão.

Após anunciar na semana passada que vai limitar o funcionamento do tribunal nos dias 23 e 24, apenas ao julgamento de Lula por questões de segurança, o presidente do TRF4, Thompson Flores, veio nesta segunda, 15, a Brasília conversar sobre segurança dos prédios públicos e dos juízes envolvidos no julgamento.

O que está acontecendo? A Polícia Militar do estado está de férias?

Isso é um disparate. O contribuinte pagar passagem e hospedagem para presidente de Tribunal vir a Brasília conversar sobre segurança com a presidente do STF, Carmen Lúcia; com a procuradora-geral da República, Raquel Dodge; e com o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general de Exército Sérgio Etchegoyen.

Inacreditável. Mais parece estarem se preparando para uma guerra.

Na semana passada, Flores já havia encaminhado ofício ao STF e à Procuradoria-Geral da República, relatando que desembargadores da Corte têm recebido ameaças.

Que ameaças são essas? Como e quando chegaram aos desembargadores? De onde? Isso ninguém explica.

Na tarde desta segunda-feira, 15, duas comentaristas da Globo News falavam das “ameaças” aos desembargadores como entidades reais mas não davam nome aos bois. A noite a mesma ladainha... “um juiz não pode ser intimidado” e bla bla bla sem dizer como as ameaças chegaram.

E inaceitável que juízes e desembargadores se escondam atrás de suas togas para agir contra a democracia, julgar sem provas e depois criarem factoides para facilitar o aumento da repressão que já se anuncia aos manifestantes em defesa de Lula.

Juiz não pode ter medo. Juiz julga com provas, com honestidade, com justiça, de acordo com as leis vigentes no país e, portanto, se mantém tranquilo.

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