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É vexatório escutar profissionais com cargos “importantes” utilizando em suas explanações fatos oriundos de uma Imprensa de pós-verdade e/ou de uma imprensa diversional: como sendo mui relevantes na prática jornalística

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Estou cada vez mais assustada com o direitismo empresarial que impera dentro dos cursos de jornalismo neste país; é vexatório escutar profissionais com cargos “importantes” utilizando em suas explanações fatos oriundos de uma Imprensa de pós-verdade e/ou de uma imprensa diversional: como sendo mui relevantes na prática jornalística.

Os exemplos utilizados em aulas: vem conduzindo os graduandos a mera condição de clientela rumo ao empreendedorismo cínico e literalmente capitalista, que na verdade só visa o ganho de capital, independente do que irá noticiar, ou subnoticiar.

Assistindo hoje mais cedo o programa “Bom dia” no canal 247, gostei muito do que o jornalista Rodrigo Vianna pronunciou a respeito do jornalismo realizado por certas empresas que colaram na testa do PARTIDO DOS TRABALHADORES: o epíteto de “pai da corrupção” no país; com intensiva cascata de fake News (vale a pena assistir ao programa na íntegra). Aliás, vale lembrar aos leitores, que corrupção é a desconstrução de tudo que é íntegro, conceito antigo, que não é prerrogativa dos partidos políticos; mas, simplesmente é uma forma de destruição do todo; e infelizmente (uma especialidade) de grande parte da população humana.

Nessas horas me lembro de João Saldanha, que entre outras brilhantes assertivas, nos legou: “Ele escala o ministério e eu escalo a seleção”; esta máxima é do tempo em que jogar futebol se constituía em dom e esporte, e não fábrica de bilionários. Tal colocação do treinador de futebol, escritor e jornalista, um valor de nossa cultura, foi além da reflexão, ela denota uma época de repressão em nossa casa/pátria: A ditadura militar de 1964.

Tal memorável fato é mui conhecido de quem viveu naquela época, como por exemplo, minha progenitora, que gostava das crônicas e do trabalho de técnico de futebol exercido pelo nosso"grande João". Ela contava e recontava tal história como ninguém. E soava para mim como música. Já que ter pais esclarecidos politicamente me fazia uma rainha. Meu pai, botafoguense inveterado, lia Saldanha. Eu via em minha casa: não a idolatria, mas a admiração pelo esporte-raiz e nunca pela "religião/alienante".

Bem, voltando ao criativo e gaúcho João Alves Jobim Saldanha; encontramo-nos numa viagem agradabilíssima na máquina do tempo que desvenda fatos. Quer maior ato de repressão do que a “dispensa” de alguém de um cargo, por mero autoritarismo? Foi isso que ocorreu ao conhecido “João sem medo”; e ele não negou fogo, quando sua cabeça foi requisitada na bandeja da antidemocracia militar que exigia dar “pitaco” em sua escalação durante a Copa de 1970.

O presidente Emílio Garrastazu Médici, tinha lá as suas preferências futebolísticas, ou seja, ele gostaria que determinado jogador fosse escalado: e ele foi deveras determinista quando soprou ao ouvido do técnico (nada lobista) quem deveria ser escalado. E João não aceitou a interferência militar, respondendo então com a frase histórica já citada neste artigo, lá no quarto parágrafo.

Passados cinquenta anos, neste novo período de desintegração da República brasileira, que sobrevive sob os escombros de implosões totalitárias. Que culminam em um momentum sui generis na Imprensa nacional: há joio e trigo, com duas Imprensas que se digladiam: a)A IMPRENSA DE COLEIRA e b) A IMPRENSA. Os representantes da primeira (a); navegam no mar do pós-fato, e da fofoca. E os militantes da segunda (b), são os entrincheirados na arte do exercício de um jornalismo que não é colorido de amarelo ou marrom.

Ainda existe uma IMPRENSA comprometida com os valores éticos, e humanos expressos em um Código internacional, que prima pela honestidade da notícia, num elo fecundo com a liberdade de pensamento e de expressão: valorizando, honrando e dignificando a profissão. 

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