Intervenção Militar, um recado de Temer

Ou me deixam governar decorativamente em PAZ, vendendo o País ao capital estrangeiro, gastando dinheiro público à rodo e transferindo o ônus da dívida pública pro pobre trabalhador, ou entrego o poder de bandeja para os militares. Alguém tem alguma dúvida disso?

Ou me deixam governar decorativamente em PAZ, vendendo o País ao capital estrangeiro, gastando dinheiro público à rodo e transferindo o ônus da dívida pública pro pobre trabalhador, ou entrego o poder de bandeja para os militares. Alguém tem alguma dúvida disso?
Ou me deixam governar decorativamente em PAZ, vendendo o País ao capital estrangeiro, gastando dinheiro público à rodo e transferindo o ônus da dívida pública pro pobre trabalhador, ou entrego o poder de bandeja para os militares. Alguém tem alguma dúvida disso? (Foto: Ricardo Fonseca)

Com tantas polêmicas em torno da violência do Rio de Janeiro e, Pasmem! A intervenção militar, é necessário que se fale da coisa olhando de outro ângulo jamais comentado na mídia nacional.

O mundo inteiro está careca de saber que a história do crescimento e gestão da violência na capital fluminense é um longo e antigo caso de polícia.

Na década de 80, em pleno no fim da ditadura militar e início da abertura política, mais precisamente no governo de Leonel Brizola (PDT), inimigo declarado da Rede Globo, o Brasil começou a conhecer o lado nada maravilhoso do Rio.

Não queiramos comparar os crimes à faca ou com revólveres de pequenos calibres daquela época, com as modernas armas de grosso calibre, visão noturna e mira à laser de hoje. Mas, tudo teve um começo, meio e impreterivelmente necessita urgentemente de um fim.

 O que foi esse “arrastinho” do Carnaval de 2016 na praia de Copacabana (mostrado incansavelmente pelo Jornal Nacional da Globo), diante do verdadeiro “arrastão” de 1992 naquele mesmo local? Confira aqui:

https://youtu.be/5lgX1ph7DoI

A respeito do arrastões ocorridos entre os dois governos de Brizola, o de Moreira Franco entre eles e, o de Nilo Batista, a situação foi combatida sem essa tal intervenção militar, proposta agora, pelo então presidente mais impopular da história desse País.  Reveja outro arrastão famoso, agora ocorrido no Posto 8 em Ipanema, agora em 2016, aqui:

https://youtu.be/V8cT9PhOOgc

Pois bem, qual é a leitura se faz da escalda da violência no Rio? Um problema antigo, crônico, quase anacrônico e que todas as medidas para conte-la ou combate-la, como queiram, foram paliativas.

Ora, Ora, Ora, o crime se organizou melhor do que todas as políticas públicas de segurança, implantadas até agora no local e já ficou provado que a presença da Força Nacional, quando foi solicitada, só diminuiu os grandes delitos, mas não os impediu e nem os intimidou.  Reveja o que disseram os líderes comunitários  sobre a presença do exército nas ruas, aqui:

http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-07/lideres-comunitarios-dizem-que-exercito-na-rua-nao-resolve-problema-da

Contudo, o que se depreende do acima supracitado, é que está mais do que  evidente, que a intervenção militar proposta pelo governo Temer para conter essa antiga violência no Rio de Janeiro capital é um recado a classe política e principalmente aos 96% do povo brasileiro, que desaprova o seu governo.  Ou seja, com a maioria dos parlamentares comprados e bem pagos, o governo avalizado pelos tribunais superiores e com as bênçãos da Procuradoria Geral da República, Temer avisa que se tiver de deixar o poder – E inevitavelmente acontecerá este ano – ele irá se unir às Forças Armadas, com a desculpa de garantir a Paz e a Ordem, mas com a lógica intenção de não permitir a volta da esquerda ao poder central brasileiro.

Em suma, sem entrar no mérito da legalidade ou não dessa intervenção, percebo que será novamente mais um paliativo para o problema da violência, além de um grave precedente para as Forças Armadas – tão quietas – acordarem e perceberem que com a fragilidade e desacreditação dos 3 Poderes da República ( Executivo, Legislativo e Judiciário), em pleno ano decisivo eleitoral, a melhor solução ( Deus nos livre), seja uma grande retomada do poder, pela janela estilhaçada pelos tiros de quebraram a beleza incomensurável da cidade ex-maravilhosa.

Nem a classe política (Congresso Nacional) e muito menos o Judiciário, ainda não se atentaram que permitir tal intervenção no Rio, abrirá jurisprudência para acontecerem em outros estados em progressão geométrica e, que fatalmente abalará os direitos e autonomia federativa dos estados,  garantidos na Constituição de 1988 e , convergirá automaticamente para uma intervenção nacional. Quem ganha com isso? A Rede Globo e os grandes grupos econômicos! Quem perde? Todo mundo, mas principalmente o trabalhador e as classes menos favorecidas brasileiras.

Como uma receita de bolo, vemos muito fácil a resolução pacificadora da violência, já não só do Rio, mas de todo o Brasil com as seguintes ações:

1-      Nomeação de um eficiente Secretário Nacional de Segurança (Não precisa ser Ministro) – subordinado ao Ministério da Justiça. Criar um Ministério uma altura dessa do campeonato e em fim de governo, só mostra a incompetência do Ministro da Justiça e a irresponsabilidade presidencial em onerar mais ainda os cofres públicos.

2-      Criar um Sistema Integrado para as polícias Civil, Militar e Federal, para a realizações de operações conjuntas

3-      Solicitar apoio da Força Nacional de Segurança, afinal é para isso que eles servem.

4-      Criar políticas públicas urgentes, através de projetos de capacitações rápidas e geração de emprego e renda para esses capacitados.

5-      Robustecer o sistema  produtivo  nacional , melhorar o Sistema de Saúde e Educação tornando-os a curto prazo mais eficientes.

O crime no Rio de Janeiro é tão organizado, que o expertise foi exportados para outras capitais brasileiras, através de um exército de meliantes treinados para arrombar bancos e explodirem carros-fortes. Vamos combinar, nesses anos todos será que a polícia fluminense não sabe onde estão os gargalos e quem são os verdadeiros comandantes dos crimes, que operam muitas das vezes de dentro de presídios de segurança máxima de lá?

Óbivio que Temer, encurralado no seu governo de poucos e grandes amigos, com o Congresso e Judiciário enfraquecidos na opinião pública  e  vendo o seu plano de poder desabando de vento em popa em ano eleitoral, não iria nunca emplacar  a derrocada da Previdência Social, nessa reforma grotesca que só prejudica os aposentados e pensionistas.

Ardiloso, ele teria de ter um plano B para evitar o retorno inevitável da esquerda (Lula ou quem ele indicar caso seja impedido) ao poder. Ele precisava de uma medida extrema e que quase causasse um colapso na democracia, para tirar dos holofotes as declarações infelizes de Fernando Segóvia (PF) e Raquel Dodge(PGR), que ouriçaram a mídia e quase causaram comoção nacional, pela tendência e quase falta de decoro.

Temer manda um recado: Ou me deixam governar decorativamente em PAZ, vendendo o País ao capital estrangeiro, gastando dinheiro público à rodo e transferindo o ônus da dívida pública pro pobre trabalhador, ou entrego o poder de bandeja para os militares. Alguém tem alguma dúvida disso?  

Se tiver é muito fácil resolver: Passo 1, releia esse texto 10 vezes até  que os infográficos da violência e a desproposital intervenção militar, entre em sua cabeça pelos dos lados do hemisfério cerebral: Direito e Esquerdo, sem coxinização. Só assim a venda da pseudo justiça, descortinará de seus olhos e voltará para a temida, mas já não tão nobre assim Deusa Themis, de onde nunca deveria ter saído. 

País sem comando, Congresso de joelhos e a imensa Insegurança Jurídica, geram inevitavelmente uma intervenção que custará bem mais que os 33 anos de democracia Pós- Golpe de 64. Por muito menos tiraram Dilma do poder sem crime de responsabilidade e para evitar que isso seja resolvido, querem impedir Lula de voltar a ser o melhor Presidente que esse País já teve.

Precisamos unir forças e impedir, que essa onda camuflada de combate a violência, combata sobretudo a nossa Constituição e todos os direitos nela contidos.  Intervenção militar é necessária em área de fronteiras, bem descobertas hoje em dia, veja o caso da Venezuela-Roraima. Para acabar com a violência e promover a Paz Social, o Brasil precisa promover primeiro o combate aos crimes milionários e sonegações de impostos de grandes grupos econômicos (Ver operação Zelotes) que a Rede Globo faz questão em não mostrar.

Não existe Paz Social, sem Justiça Social; não existe Justiça Social sem democracia e não existe democracia sem um governo legítimo eleito pelo e para o povo.

#Intervencaomilitarnuncamais #porumbrasilmelhor   

 

  

 

    

 

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