Jogo da Globo na guerra cibernética pró-Bolsonaro

Merval Pereira, Globo, diz que, baseada, apenas, em reportagem "inconclusa" da Folha, de Patrícia Campos de Mello, dando conta do violento ataque cibernético das empresas, engajadas na candidatura Bolsonaro, para detonar a de Haddad, burlando legislação, não dá para interromper campanha política, afetada por claro crime eleitoral. Por que não, se ocorreu flagrante delito?

Jogo da Globo na guerra cibernética pró-Bolsonaro
Jogo da Globo na guerra cibernética pró-Bolsonaro (Foto: Foto: Moacyr Lopes Junior/Folhapress)

Crime explícito

Merval Pereira, Globo, diz que, baseada, apenas, em reportagem "inconclusa" da Folha, de Patrícia Campos de Mello, dando conta do violento ataque cibernético das empresas, engajadas na candidatura Bolsonaro, para detonar a de Haddad, burlando legislação, não dá para interromper campanha política, afetada por claro crime eleitoral.

Por que não, se ocorreu flagrante delito?

Imaginem, leitores e leitoras, se esse escandaloso crime ocorresse em plena campanha nos Estados Unidos, na França, Inglaterra, Itália etc!; seria uma auê dos diabos, com população indo às ruas, exigindo correções imediatas etc.

156 empresas, segundo Patrícia, cotizaram-se, cada qual com R$ 12 milhões, para impulsionar propaganda pró-Bolsonaro e detonar Haddad.

Ressalte que, graças à mídia digital, a fartura de dados, dando conta da ação de guerrilha cibernética criminosa, encontra-se disponível, com dia, hora e segundos concernentes aos disparos, que já teriam sido efetuados em ações anteriores e que estavam programados para serem repetidos 48 horas antes da eleição de segundo turno, no próximo domingo.

Portanto, nada mais fácil chamar os 156 empresários que contrataram os serviços para dar depoimentos, mediante os recibos emitidos pelas empresas contratadas por eles.

Materialidade mais explícita, impossível.

Advogado de Bolsonaro

Merval, atuando mais como advogado de Bolsonaro e menos como repórter, lembra que ações na justiça eleitoral, como a encaminhada pelo ex-presidente do PSDB, Aécio Neves, derrotado nas urnas, para contestar eleição de Dilma, em 2014, levaram quase 3 anos para serem investigadas; ainda assim foram deixadas no meio do caminho.

Por que?

Simples, o objetivo de afastar a presidenta fora alcançado com o impeachment sem crime de responsabilidade para caracterizá-lo, em 2016; a causa, portanto, perdera objeto, convenientemente.

Afinal, o PSDB, com Dilma fora do poder, aliou-se a Temer e seguiu com ele, ao lado do PMDB, com seu programa neoliberal "Ponte para o futuro", que fracassaria, de forma retumbante, no primeiro turno, diante das derrotas tucana de Alckmin e peemedebista de Meirelles.

A contestação judicial tucana revelara-se mero golpe institucional oportunista, para inviabilizar o governo petista e viabilizar o impeachment dilmista.

Merval destaca, ainda, que ocorreram ações petistas em eleições passadas, nas quais o objetivo era o mesmo que se visa, agora, com Bolsonaro, fujão dos debates, para tentar ganhar a eleição, na falcatrua cibernética, movida a bilhões de reais.

Certamente, faz sentido sua argumentação; porém, não havia materialidade explicita dos fatos, como agora; requeria apuração mediada por delações premiadas contra petistas, extraídas a fórceps pelos procuradores da Lavajato, em troca de redução de penas dos delatores, prontos a aceitarem o jogo para se livrarem do xadrez.

Na mão grande
No caso da guerra cibernética, agora, não; salta aos olhos as ações criminosas, com farta comprovação, a requererem, inquestionavelmente, ação dos juízes do TSE, para investigar o bombeamento cibernético de votos pró-Bolsonaro.

O caso – tentativa de levar a eleição na mão grande – já rolara no primeiro turno e estava tudo engatilhado para ser detonado, no segundo, evidenciando, incontestavelmente, farta comprovação dos fatos.

Declarações de empresários, que contribuíram para multiplicar notícias falsas(fake News), pagando fortunas, foram captadas, dando conta da pressa deles em liquidar fatura, já, no primeiro turno, para evitar novos gastos, no segundo.

Fantástico escândalo.

Ao contrário do que afirma Merval, a reportagem de Patrícia evidencia claras informações envolvendo os criminosos, cuja ação foi interrompida pela ação do Facebook.

Nesse sábado, em propaganda milionária na mídia, o próprio Facebook, como se fizesse mea culpa por estar sendo usado como bombeador da guerra cibernética, alerta sobre como se proteger e identificar fake News.

Portanto, evidencia-se, claramente, a ocorrência de falcatruas.

Merval, ao dizer que a notícia da Folha é inconclusa, não apenas minimiza o trabalho de Patrícia, que dá nome aos bois, como deixa de ser preciso, para dizer o mínimo, ao destacar que se trata de assunto que leva bastante tempo, para ser investigado, não podendo ser resolvido em véspera do segundo turno.

Jogou água fria na fervura, com intensões, certamente, inconfessáveis, sabendo-se ser destacado porta voz das Organizações Globo, empenhadas em dar o mínimo de destaque ao assunto no JN, deixando inequívoco em qual candidatura estão engajadas.

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