Luta dos palestinos e solidariedade derrotam os sionistas

Segue a luta dos palestinos, na sua terra, nos ambientes diplomáticos e onde houver massas populares para se manifestar. E em todo o mundo, onde a solidariedade possa se expressar com nitidez e sem ambiguidades

O povo palestino e seus aliados internacionalistas, principalmente o movimento BDS (Boicote, Desinvestimento e Sanções), infligiram pesada derrota aos sionistas israelenses com o cancelamento da partida de futebol em local onde há 70 anos os agressores perpetraram o massacre do povo mártir da Palestina. Hoje, a ocupação se transformou em limpeza étnica como parte do insano plano de "judaização" da Palestina. Nada se assemelha mais ao nazismo, que vitimou milhões de pessoas que professavam o credo religioso judaico.

Semanas antes, a entidade sonista já tinha sofrido pesada derrota moral com a desistência do cantor e compositor baiano, Gilberto Gil, ex-ministro da Cultura de fazer uma apresentação em Israel.

Ambas as decisões revelam que um crescente número de figuras representativas expressam de diferentes maneiras sua insatisfação com os horrendos crimes do Estado sionista.

O recente massacre de mais de uma centena de palestinos desde 30 de março que demandavam o respeito ao sagrado direito de retorno à pátria - reconhecido pela resolução 194 das Nações Unidas - por tropas israelenses fortemente armadas não pode deixar de chocar a consciência pacifista da humanidade.

O Estado sionista obtém cada vez mais o repúdio dos amantes da paz e pessoas solidárias com o sofrimento do povo-mártir. Somente rematados reacionários ainda dão crédito a um governo que se comporta como pária no contexto regional e internacional, como o chefete da Casa Branca, Donald Trump, que ao reafirmar a indestrutível aliança com Israel, fez mais uma intolerável provocação contra o povo palestino ao transferir a embaixada dos Estados Unidos para Jerusalém. Ou Emmanuel Macron que já se declarou amigo de Netanyahu.

No Brasil, os sionistas contam com o apoio de políticos demagogos e militantes fanáticos. Na semana passada, durante manifestação religiosa foram distribuídas bandeiras israelenses. Um representante da entidade sionista fez discurso inflamado destilando ódio contra os que defendem a justiça e a paz.

Como sempre ocorre quando a entidade sionista é alvo de protestos, agremiações defensoras do sionismo vão a público através dos generosos espaços à sua disposição nos meios de comunicação numa tentativa de convencer a opinião pública de que Isarel mata para se defender, amparando suas teses numa narrativa em que falsificam os fatos históricos.

Pretendem negar o óbvio. Em 1848 não houve partilha do ex-protetorado britânico, mas simplesmente ocupação. A fundação de Israel - que os comunistas, os democratas e progressistas apoiaram em face do holocausto de judeus pelo nazismo - não resultou, como previa a resolução da ONU, na criação de dois Estados, mas numa catástrofe para o povo palestino.

As representações sionistas no Brasil e no mundo são contumazes na difusão de mentiras e no intento de intimidar os que se lhe opõem.

Enquanto isso, no dia em que as comunidades islâmicas comemoravam o Dia de Jerusalém, na última sexta-feira (8), fontes palestinas, citadas pela PressTV, deram conta de disparos de fogo real e de gás lacrimogênio sobre a manifestação que se realizou junto à fronteira a leste de Gaza.

O Ministério da Saúde em Gaza identificou mais de 600 feridos e quatro palestinos assassinados pelas forças israelenses, incluindo Haitham al-Jamal, de 15 anos.

As forças israelenses, sob as ordens da cúpula de um regime pária, matam friamente os manifestantes.

O embaixador da Palestina nas Nações Unidas apelou à aprovação de uma resolução condenando a ação israelense pela Assembleia Geral da organização. Os Estados Unidos, invariáveis aliados e financiadores dos sionistas e seus fornecedores de ajuda militar, vetam todos os projetos de resolução que condenam os crimes de Israel.

Mas segue a luta dos palestinos, na sua terra, nos ambientes diplomáticos e onde houver massas populares para se manifestar. E em todo o mundo, onde a solidariedade possa se expressar com nitidez e sem ambiguidades.

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