Maia é o presidente de fato

"Essa nova postura de Rodrigo Maia, que anunciou a decisão de apresentar a sua própria pauta ao país em vez da de Temer sugere estar em curso uma tentativa do establishment de retirar Temer do posto e colocar Maia – o primeiro na linha de sucessão – em seu lugar, apesar de sua provável vitória contra a segunda denúncia", analisa o jornalista Alex Solnik, colunista do 247, sobre o presidente da Câmara; "É a fórmula encontrada por ora – ao que parece – para reabilitar um pouco a imagem do Brasil: a cara do país não ser mais a de Temer, mas a de Maia"

Rodrigo Maia 
Rodrigo Maia  (Foto: Alex Solnik)

   Essa nova postura de Rodrigo Maia, que anunciou a decisão de apresentar a sua própria pauta ao país em vez da de Temer sugere estar em curso uma tentativa do establishment de retirar Temer do posto e colocar Maia – o primeiro na linha de sucessão – em seu lugar, apesar de sua provável vitória contra a segunda denúncia.

   Aqui dentro do país, graças a manobras espúrias, mas que não provocam revolta na população nem na mídia e por isso são praticadas, Temer continua sendo formalmente o presidente da República, se bem que apoiado por apenas 3% dos brasileiros, mas a comunidade internacional não o reconhece mais como tal.

   As suas decisões catastróficas, como essa de flexibilizar em vez de combater o trabalho escravo são escândalos de proporções estratosféricas.

  O Brasil virou um pária no mundo. É um grande problema sob todos os pontos de vista, inclusive o econômico.

   A comunidade internacional não admite se relacionar com um mandatário acusado de corrupção, formação de quadrilha e obstrução de Justiça pelo Ministério Público Federal do seu país.

   A Europa, principalmente.

   Os europeus, como noticiou o The Guardian, de Londres se perguntam como é possível um presidente sob tantas acusações consistentes não renunciar nem ser retirado da cadeira pelo Congresso, pelo Supremo ou pela população.

   Não entendem como um país tão importante quanto o Brasil chegou a uma situação dessas.

   Um fato é nítido: Temer não é um parceiro confiável.

   Por esse motivo o establishment já escalou Maia para ser o presidente de fato, com sua própria pauta enquanto Temer fica relegado ao papel de rainha da Inglaterra.

   É a fórmula encontrada por ora – ao que parece – para reabilitar um pouco a imagem do Brasil: a cara do país não ser mais a de Temer, mas a de Maia.

     

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