Manu na arena

Imbuída do desejo de expor suas ideias e abrir uma discussão saudável no que concerne ao cenário político, a mulher, não podia imaginar que em pleno século 21, diante das câmeras e sendo assistida por milhares de telespectadores fosse, ela, alvo de comportamentos carregados de uma cultura machista e debochada

Imbuída do desejo de expor suas ideias e abrir uma discussão saudável no que concerne ao cenário político, a mulher, não podia imaginar que em pleno século 21, diante das câmeras e sendo assistida por milhares de telespectadores fosse, ela, alvo de comportamentos carregados de uma cultura machista e debochada
Imbuída do desejo de expor suas ideias e abrir uma discussão saudável no que concerne ao cenário político, a mulher, não podia imaginar que em pleno século 21, diante das câmeras e sendo assistida por milhares de telespectadores fosse, ela, alvo de comportamentos carregados de uma cultura machista e debochada (Foto: Cristiano Lima)

Convidada para uma entrevista num programa de televisão, uma mulher, política, não titubeou em aceitar prontamente o convite.

Imbuída do desejo de expor suas ideias e abrir uma discussão saudável no que concerne ao cenário político, a mulher, não podia imaginar que em pleno século 21, diante das câmeras e sendo assistida por milhares de telespectadores fosse, ela, alvo de comportamentos carregados de uma cultura machista e debochada.

Com a clara intenção de tentar abalar a segurança da mulher, que ali no centro, se mostrava pronta a responder as questões levantadas por uma roda de entrevistadores, que refletiam a imagem de algozes

No desenrolar da entrevista a tentativa de desmoralizar àquela que ali estava, afim de contribuir no processo civil, político e democrático seguia sem limites.

Um repertório de interrupções que a impediam de concluir suas ideias.

A roda virou uma arena, um cenário de batalha onde a mulher que ali estava tinha que lutar como um gladiador contra leões famintos.

Uma banca carregada de ideias mastigadas e formatadas pelo senso comum não conseguia transpor a barreira do conhecimento e da alta confiança que se encontrava no centro da roda.

A mulher não se deixou amedrontar, tão pouco vacilar diante do açoite ou das lanças que lhes eram arremeçadas envenenadas de preconceito e ódio.

Como guerreira que é, a mulher não desviou, encarou de frente!

O chicote encolheu e as lanças se quer chegaram perto.

Conseguiu através da coragem mostrar o quanto é forte, que a cultura do machismo não passará.

Sua força, mulher, é demonstração de que uma voz mais rouca ou grave não te calará.

Sua determinação impulsiona o levante de tantas outras que não se curvarão a cultura machista e opressora.

Manuela d Ávila é o nome da mulher que não foi jogada as feras, mas que convidada, foi de cara limpa e cabeça erguida.

Você, Manuela d Ávila, deu vida a roda, apresentando sua identidade, o programa foi de fato com a sua resistência, uma roda viva.

"Vida não se cala, vida fala ouve e quer ser ouvida.".

Não fugiu a batalha, combateu e venceu!

Reconhecimento a você e a todas as mulheres.

Machistas não passaram!

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