Massacre anunciado em Curitiba pode lembrar a Noite de São Bartolomeu

Ressabiados com armadilhas, os militantes não arredarão pé de sua luta e não aceitarão provocação. Vão armados tão somente de bandeiras e cartazes. Qualquer ato de violência policial ou de reacionários fascistas denotará similaridade com a Noite de São Bartolomeu. Responsável direto: Sérgio Moro

Moro
Moro (Foto: Washington Luiz de Araújo)
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Há alguma coisa no ar de Curitiba, além dos aviões e das folhas de araucárias. O juiz Sérgio Moro aparece em vídeo solicitando aos seus simpatizantes (sim, ele tem claque) que não saiam às ruas da cidade no dia em que Lula irá depor. Sérgio Moro e companhia tiveram 60 dias para organizarem a segurança para o dia do depoimento. No entanto, tendo como desculpa o tempo exíguo para organizar a tal da segurança, Moro adiou a audiência para o dia de 10 de maio. Aproveitou este tempinho para armar alguns depoimentos contra Lula, todos sem provas, como se sabe, e sem a obrigação de falarem a verdade.

Agora, Moro vem com a pregação de de que suas e seus tietes não devem sair às ruas no dia 10. Está claro para muitos que Moro faz este apelo para que a Polícia do governador Beto Richa possa massacrar militantes que agem contra as injustiças praticadas pela Lava Jato, sem o risco de machucar um ou outro simpatizante “morista”.

As previsões é de que façam do dia 10  uma espécie de Noite de são Bartolomeu (de 23 para 24 de agosto de 1572) quando a realeza francesa (católica) engendrou um verdadeiro massacre aos hunguenotes (protestantes), matando somente naquela noite mais de três mil pessoas. O massacre perdurou por mais de um mês, com o número estimado passando de 70 mil mortos (http://www.dw.com/pt-br/1572-a-noite-de-s%C3%A3o-bartolomeu/a-320214).

Pode soar exagero, mas que as ditas autoridades estão armando uma armadilha contra os militantes a favor de Lula, contando com o beneplácito da mídia, estão.

Sob o título “Arapuca fascista”, o jornalista Leandro Fortes assim se pronunciou no Facebook: “Só há uma razão para o juiz Moro, que é um poço de vaidade, pedir a seus “simpatizantes” (gente, é jeca demais) para não marcharem sobre Curitiba, em 10 de maio, quando o ex-presidente Lula será interrogado por ele: a estratégia de repressão montada com a Polícia Militar”.

Continua Leandro Fortes: “A PM do Paraná, sob o comando do tucano Beto Richa, não teve escrúpulos para espancar professores (http://bit.ly/1JC0Efz) e prender um palhaço (http://bit.ly/2qQdS1s), em praça pública, que ousou criticar o massacre. Por isso, é bem provável que Moro esteja evitando a presença de seus “simpatizantes”, não por magnanimidade, mas para que a arapuca de segurança pública capture só os manifestantes pró-Lula. Estamos falando em até 50 mil pessoas em um momento de grande tensão política. Caso haja uma tragédia, os responsáveis já estão conhecidos, de antemão”.

Já o ativista Oscar Jorge, morador do Rio e já em Curitiba desde o dia 03 de maio, também prevê um combate a céu aberto: “O prefeito daqui de Curitiba (Rafael Greca)  retirou o acampamento dos retardados coxinhas que ficava em frente a justiça federal, Moro faz um vídeo pedindo pra coxinhada não sair as ruas de Curitiba dia 10. Ou seja, nós, os democratas e legalistas estaremos em campo aberto , presas fáceis de se identificar. Sugiro nos prepararmos melhor , que venham todas as personalidades possíveis e imagináveis pra cá no dia 10. Espero estar errado, mas acho que a chapa vai esquentar aqui em Stalingrado”.

A caminho de Curitiba, o também historiador Mauro Caldeira Brandt, morador no Estado Rio, fala da provocação aos militantes: “O cara adia o depoimento de Lula uma semana, alegando que era para a polícia se preparar para dar segurança a todos e, durante essa mesma semana, permite a colocação de 30 cartazes (outdoor) espalhados pela cidade inteiramente ofensivos e provocativos a nós. Quer evitar o que com isso? Ele acha que olharemos aquela porra de cartaz com olhares meigos?”

O blogueiro e também vítima de Sérgio Moro, Eduardo Guimarães, alerta no Blog da Cidadania de que é muito difícil que os “amarelinhos” obedeçam ao ídolo, prevendo assim, uma guerra campal: “É provável que ocorra um grande trauma no centro de Curitiba em um dia útil, com uma guerra campal entre simpatizantes do ex-presidente Lula e do juiz Moro, caso os fãs do magistrado não o escutem. Moro teme as consequências de sua insensatez ao alardear aos quatro ventos que ouviria Lula pessoalmente em Curitiba”.

Para o blogueiro, Moro poderia evitar uma tragédia anunciada: “O que fica parecendo é que o magistrado não esperava tal mobilização em torno de Lula, mas a inteligência da ditadura vigente já o informou do que ele não sabe, que Lula é o maior líder político deste país e ninguém permitirá que seja massacrado por hordas fascistas. O juiz Sergio Moro deveria desmarcar esse depoimento público e realizá-lo de novo em local, dia e hora não divulgados. Poderia evitar uma tragédia. Não adianta ele se dirigir aos descerebrados que o seguem. São fascistas e fascistas querem confronto”.

Pois é, os direitistas, que nada têm a ver com a disciplina do “Direito”, dão motivos para preocupação sobre a segurança daqueles que forem à Curitiba e dos que moram na cidade mas não professam do pensamento tosco do “prende e arrebenta”.  Ressabiados com armadilhas, os militantes não arredarão pé de sua luta e não aceitarão provocação. Vão armados tão somente de bandeiras e cartazes. Qualquer ato de violência policial ou de reacionários fascistas denotará similaridade com a Noite de São Bartolomeu. Responsável direto: Sérgio Moro.

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