Mídia sem comunicação

Hoje, os sociólogos progressistas detectam uma pessoa contaminada pela mídia, porque são tentados a falar o tempo todo de populismo, a criticar de maneira impulsiva a Venezuela, como se ninguém soubesse a origem dessas notícias

Mídia sem comunicação
Mídia sem comunicação (Foto: Tiago Mazza/FuturaPress/Futura P)

Quando ando pela Avenida dia 7 de setembro, em Salvador, Bahia, vejo as capas das revistas de ricos e famosos, sempre atacando ao mesmo partido político, surpreendo-me que seus leitores, não se entediem, não se chateiem de tanta monotonia discursiva, com tanto conteúdo previsível.

Na América Latina, temos uma parte da classe média que foi cativada por uma visão distorcida das política, e essas pessoas já têm características doentias, são uma categoria atrapalhada.

O pior de tudo, é que para essa visão estável, eles a defendem como parte de sua identidade social.

Uma parte da classe média durante anos foi colonizada em um ambiente comunicativo manipulado, sem que ela percebesse os interesses supranacionais da fraude política.

A Televisa no México, a Globo e o editorial Abril no Brasil e o Clarín na Argentina têm as mesmas características. Estas mídias apoiam abertamente a políticos de direita e quando ganham as eleições, essas empresas de comunicação incorrem em perdas econômicas e o dinheiro que eles o depositam em paraísos fiscais, enquanto demitem empregados de suas empresas, supostamente falidas.

Mas a classe média coitada é a que carrega o lixo da mídia, ela é quem tem que encher as latas de lixo com essas revistas coloridas.

A classe média é aquela que desperdiçou horas frente à TV monótona para depois não entender nada sobre seu país ou sua economia.

Hoje, os sociólogos progressistas detectam uma pessoa contaminada pela mídia, porque são tentados a falar o tempo todo de populismo, a criticar de maneira impulsiva a Venezuela, como se ninguém soubesse a origem dessas notícias.

A direita promove os políticos como se fosse um produto de consumo, como se fosse a propaganda de um celular ou de uma máquina de lavar.

 A estratégia dos banqueiros consiste em subornar os donos da mídia para tratar os políticos progressistas como corruptos e populistas, parte de sua estratégia não é tratar de corruptos aos banqueiros.

Quando as campanhas políticas começam na direita, não há discurso político, tudo fica nas mãos de jovens consultores de imagem.

As agências de marketing, que conhecem bem a lavagem cerebral da classe média, instalam as frases prontas, os clichês que inflamam a ignorância, com seus preconceitos usuais, para que ela não consiga refletir por sua própria iniciativa ...

Mas as coisas estão mudando no Brasil, no México e na Argentina, hoje qualquer cidadão da periferia do Brasil sabe que a TV hegemônica está mentindo e que muitos "juízes" são funcionais ao capital corporativo.

É por isso que o movimento de emancipação que o América Latina está vivendo tem características novas, a sociedade está detectando como são iludidas as leis constitucionais.

 Ativistas progressistas buscam restabelecer a justiça, não aplicada por juízes, e assim recuperar a justiça social, a economia nacional e humanismo perdido.

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