Mini Trump

"Demagogia, autoritarismo e estelionato eleitoral são as marcas exteriorizadas pelo prefeito eleito de São Paulo no anúncio de suas primeiras decisões. Ele já deixou claro qual será seu estilo de governo: 'eu mando e vocês obedecem'", escreve o colunista do 247, Alex Solnik, sobre João Doria (PSDB); para ele, os paulistanos não o conheciam ao votar no tucano; "Escolheram-no por entenderem que seria o mais indicado para derrotar o PT. Agora vão conhecer melhor esse mini Trump"

"Demagogia, autoritarismo e estelionato eleitoral são as marcas exteriorizadas pelo prefeito eleito de São Paulo no anúncio de suas primeiras decisões. Ele já deixou claro qual será seu estilo de governo: 'eu mando e vocês obedecem'", escreve o colunista do 247, Alex Solnik, sobre João Doria (PSDB); para ele, os paulistanos não o conheciam ao votar no tucano; "Escolheram-no por entenderem que seria o mais indicado para derrotar o PT. Agora vão conhecer melhor esse mini Trump"
"Demagogia, autoritarismo e estelionato eleitoral são as marcas exteriorizadas pelo prefeito eleito de São Paulo no anúncio de suas primeiras decisões. Ele já deixou claro qual será seu estilo de governo: 'eu mando e vocês obedecem'", escreve o colunista do 247, Alex Solnik, sobre João Doria (PSDB); para ele, os paulistanos não o conheciam ao votar no tucano; "Escolheram-no por entenderem que seria o mais indicado para derrotar o PT. Agora vão conhecer melhor esse mini Trump" (Foto: Alex Solnik)
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Demagogia, autoritarismo e estelionato eleitoral são as marcas exteriorizadas pelo prefeito eleito de São Paulo no anúncio de suas primeiras decisões.

Ele já deixou claro qual será seu estilo de governo: "eu mando e vocês obedecem".

Mais ou menos como foi o governo municipal de Jânio Quadros em 1985 e como se prevê será Trump na presidência dos Estados Unidos.

Num lance demagógico ele informou que vai acabar com a frota de 1300 carros oficiais da prefeitura, para conter despesas.

O que ele deixou de dizer é que essa "economia" vai resultar na demissão de seus respectivos motoristas, ao menos 2600, dois motoristas por veículo.

Ou seja, antes de assumir ele já colabora para aumentar a taxa de desemprego em São Paulo e estraga o Natal de mais de 10 mil paulistanos cujos chefes-de-família vão começar o ano sem saber de onde vão tirar seu sustento.

Ele também anunciou que a Virada Cultural, realizada há 12 anos no centro de São Paulo ficará confinada ao Autódromo de Interlagos, que pretende vender para a iniciativa privada.

O detalhe é que ele sequer consultou o secretário da Cultura a respeito: resolveu a questão monocraticamente.

Está claro que o papel dos secretários municipais será executar as suas ordens e nada mais.

A terceira decisão autoritária (por enquanto) é acabar com o passe livre nos ônibus aos maiores de 60 anos que vigora desde os tempos de Mário Covas.

Também sem consultar o secretário dos Transportes.

Nenhuma dessas decisões constou de seu programa de governo. Ele jamais disse, durante a campanha, que acabaria com os carros oficiais, que mudaria a Virada Cultural para o Autódromo de Interlagos e que acabaria com o passe livre dos maiores de 60 anos.

Se tivesse explicitado essas propostas teria a mesma votação que teve?

Estelionato eleitoral, portanto.

Outro fato que desafia qualquer lógica e que revela o seu caráter duvidoso é que ele barrou a pretensão de Mário Covas Neto, vereador mais votado do PSDB de presidir a Câmara Municipal, apesar de ter sido quem defendeu sua candidatura e a tornou irreversível, presidente municipal do partido que é.

Deu um chega pra lá não só no Zuzinha, mas no partido que o elegeu.

O partido que se exploda.

Em vez de apoiar o filho de Mário Covas (de quem se diz fiel admirador e discípulo) escolheu um dos vereadores mais truculentos (talvez por isso mesmo) para comandar a aprovação de suas ideias autoritárias.

Os paulistanos não o conheciam ao votar nele. Escolheram-no por entenderem que seria o mais indicado para derrotar o PT.

Agora vão conhecer melhor esse mini Trump.

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