Motoristas de app são as vítimas da vez da alta de preços dos combustíveis

"Abastecer o veículo pagando até R$ 7 pelo litro da gasolina, junto às tarifas congeladas estão sufocando os motoristas por aplicativo", escreve deputado federal Enio Verri (PT-PR)

(Foto: Divulgação)
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A alta da inflação tem gerado resultados muito prejudiciais aos trabalhadores e trabalhadoras. Além da alta nos alimentos, conta de luz e das despesas mensais, os sucessivos reajustes no preço dos combustíveis têm afetado em cheio os motoristas de aplicativos. 

Abastecer o veículo pagando até R$ 7 pelo litro da gasolina, junto às tarifas congeladas estão sufocando os motoristas por aplicativo.  Em 2021, já se somam nove reajuste no valor da gasolina, um crescimento de 51% na conta de quem abastece o carro com esse combustível.

O etanol também subiu e está custando em média R$ 4,5/litro, e o preço médio do óleo diesel acumulou a terceira semana consecutiva de alta nas bombas.

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Com o faturamento tão reduzido por conta dos custos da profissão nos dias de hoje, muitos que exercem a profissão nos apps estão abandonando a atividade. Cerca de 30% dos motoristas de aplicativo da região de Curitiba e Litoral já desistiram do trabalho, segundo a Associação União Nacional Dos Motoristas de Aplicativo (UNMA). Em Minas, entre julho do ano passado e de 2021, 50 % abandonaram as plataformas ou deixaram de rodar com regularidade.

É preocupante, visto que, hoje, esse é um setor que emprega muito no Brasil. Além disso, a maior parte desses trabalhadores e trabalhadoras prestam serviços ao aplicativo porque perderam seus empregos de carteira assinada. E trabalham sem garantias e direitos trabalhistas, como fundo de garantia, 13°, férias, entre outros. E para sobreviver colocaram-se à disposição dos aplicativos utilizando seus próprios carros ou, ainda pior, locando carros e cobrindo despesa com a receita do que ganham no aplicativo. 

Segundo os representantes dos motoristas, não há aumento da remuneração paga aos motoristas desde 2015. Nessa época, o litro da gasolina custava, em média, R$ 3. A verdade é com essa grande a variação do preço do combustível a situação está insuportável. Agravado com a pandemia e a diminuição dos clientes e corridas realizadas diariamente.

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O preço do combustível no país mais o custo do aluguel de carro, que seguem a variação cambial, tornaram o custo fixo inviável. Isso faz com que esse setor entre em uma grande crise e dificulte ainda mais a sobrevivência desses motoristas. 

As empresas estão tentando alternativas como zerar a taxa de intermediação cobrada dos motoristas em algumas viagens, ou oferecer, um pacote de bônus aplicado ao preço da viagem, apenas por tempo determinado. Outra prefere oferecer um desconto de 4% no preço do combustível abastecido numa rede de postos.

Não bastava a crise sanitária, econômica e social ocasionada pela incompetência da equipe econômica de Paulo Guedes, alguns setores buscaram lucrar à margem da legislação trabalhista oficial e mesmo assim, estão afetados pelo cenário econômico do Brasil. 

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Ficou evidenciada a insensibilidade do Governo com a população, e por outro lado a atenção voltada com aqueles que ganham dinheiro. Enquanto o combustível sobe de forma assustadora, a Petrobras apresenta grandes lucros que são distribuídos entre seus acionistas. 

Não há preocupação nenhuma com o povo brasileiro. Portanto, o que é bom para Paulo Guedes é ruim para o Brasil.

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