Novas fakeadas para 2022

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(Foto: Reprodução)


Vísceras enturvadas produzem espíritos sombrios, dizia Nietzsche. Depois de três semanas de férias, enquanto o caos se instalava devido às chuvas intensas na Bahia, o presidente se divertia em Santa Catarina sem se preocupar com nada, volta ao trabalho. Afinal, ele não é coveiro. Porém, além de desprezo pela vida humana e pelos mais necessitados, não existe nenhuma ação contundente e rápida para os problemas brasileiros. Meu pirão primeiro. Mas, como sua popularidade está em baixa, logo no primeiro dia de retorno ao trabalho, que, diga-se de passagem, não é possível porque presidência não se tira férias, teve que ser internado às pressas.

Como tudo no Governo Bolsonaro é estranho e nada transparente, um problema intestinal, que pode acontecer com qualquer pessoa que não cuida da saúde e se acham mitos ou imortais, vira um problema quando o assunto é verificar a região da fakeada. Não custa lembrar para todos reverem o documentário “Bolsonaro e Adélio - Uma fakeada no coração do Brasil”, feito pelo repórter Joaquim de Carvalho, pelo cineasta Max Alvim e pelo cinegrafista Eric Monteiro, coleguinhas da TV 247, para entender a polêmica da época. Época justamente da eleição para presidente. O que lembra bastante um capítulo de O BEM AMADO.

Na trama, Odorico Paraguaçu ouve de uma das irmãs cajazeiras: - Tá todo mundo contra você. A cidade inteira. E eis que ele responde: - Era precisoque acontecesse alguma coisa. Alguma coisa que botasse o povo ao meu lado novamente... Um atentado. Um atentado contra mim. Um atentado covarde e revoltante que emocionasse a opinião pública, onde eu passaria de réu a vítima. Vivemos nesse Brasilzão chamado Sucupira. Não se iludam afinal esse novo imbróglio não será o último ato teatral para emocionar as pessoas. Bolsonaro tentará de várias maneiras tripudiar para tentar ficar no poder, seja na presidência ou concorrendo a outro cargo público para se livrar da cadeia.

Hitler e Mussolini também sofriam com as tripas constipadas. Assim como o Führer, nas vésperas da eleição, também criou um elemento trágico para vencer à custa da emoção com o povo, com um tiro em seu próprio pé. Nenhum de nós está livre da influência dos sentimentos na hora de tomar uma decisão como o voto. Isso se torna perigoso nas mãos de manipuladores mal intencionados. A influência de estímulos negativos no comportamento e na tomada de decisões é grande, principalmente de um povo sem instruções. 

Bolsonaro, que exige sigilo em tudo que faz, pediu que seu médico, Antônio Luiz Macedo, que tinha cuidado da facada, fosse trazido das férias no exterior, através de um jato da FAB para cuidar de sua constipação. Bolsonaro poderia ser tratado pela Dra Nise na Prevent Sênior . Mas qualquer médico estava pronto para essa situação, porém, mexer em sua barriga, por outro profissional poderia revelar a verdadeira situação da fakeada. Ele está preparando o terreno para em outubro ser operado e sair dos debates públicos do qual não tem chance de fazer.  O foco é a estratégia militar para manter seu público fiel, continuar as fakenews na internet e ter um ano recheado de muita baixaria. 

A igreja medieval, que teve que mudar a sua doutrina da fé para que o capitalismo progredisse daí nascendo o purgatório. Será que na passagem do presidente, em um futuro distante, depois de ter pagado suas dívidas com a sociedade, através do Tribunal de Haia, ele dançaria com o diabo no purgatório ou tentaria uma estratégia para ludibriar o Sete peles e se livrar de sua sentença do outro lado da vida?  Estamos de olho.

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