O Brasil explodiu na criatividade, no empenho e na esperança

O tempo olímpico mostrou o povo como protagonista, competindo e festejando. E a significativa ausência de poderes sem legitimidade - com exceção de uma rápida presença do prefeito do Rio. Isso ficou evidente na passagem constrangedora de um personagem menor sob vaias, que se recolheu à sua própria insignificância

Rio de Janeiro- RJ- Brasil- 05/08/2016- O Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, durante cerimônia de abertura das Olimpíadas Rio 2016, no estádio do Maracanã. Foto: Beth Santos/ PCRJ
Rio de Janeiro- RJ- Brasil- 05/08/2016- O Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, durante cerimônia de abertura das Olimpíadas Rio 2016, no estádio do Maracanã. Foto: Beth Santos/ PCRJ (Foto: Luiz Alberto Gómez de Souza)

As Olimpíadas foram um espelho do que é um Brasil que muita gente não consegue ver, capaz de confiar nele mesmo, como se descobre no olhar firme da Rafaela ou no sorriso aberto de Isaquías, vindos de uma favela ou de uma cidadezinha do interior, treinados em projetos populares. Aliás, na cerimônia final, os homenageados, significativamente, foram sete membros de alguns desses projetos, o número enorme de voluntários e a delegação comovente dos refugiados.

O tempo olímpico mostrou o povo como protagonista, competindo e festejando. E a significativa ausência de poderes sem legitimidade - com exceção de uma rápida presença do prefeito do Rio. Isso ficou evidente na passagem constrangedora de um personagem menor sob vaias, que se recolheu à sua própria insignificância. Retrato de um Brasil num inquietante hiato de poder, mas que pode reafirmar e fortalecer sua identidade e
sua participação democrática a partir de suas bases sociais plurais e criativas.

Assim mostraram momentos da abertura, a atuação valente de tantos competidores com ou sem medalhas e, especialmente, esse belo fecho de irresistível alegria, que terminou num congraçamento contagiante com atletas do mundo inteiro.

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