O Brasil que precisamos (re)construir

O "Brasil de Bolsonaro" não pode vingar, pois significará tornar a Nação brasileira irrelevante perante o mundo e uma colônia miserável para seus filhos. É decisivo, portanto, ampliar as alianças em torno da defesa da soberania, do desenvolvimento econômico, da geração de empregos e da educação.

Brasil no beco: Bolsonaro, centrão e oposição
Brasil no beco: Bolsonaro, centrão e oposição

As novas denúncias divulgadas pela mídia - The Intercept, Folha e Veja - neste final de semana aumentaram o desgaste do ex-juiz Sérgio Moro e sua operação Lava Jato. Nesse meio tempo, ele tentou safar-se com explicações sem fundamento, ajustadas após o retorno de sua rápida viagem aos Estados Unidos.

A medida que a sujeira da Lava Jato emerge do submundo de Curitiba, mais o ex-juiz "cola" no presidente que elegeu com suas manobras judiciais. Ao aderir ao bolsonarismo, Moro confessa não apenas a veracidade dos diálogos divulgados, mas também assina embaixo dos crimes que cometeu. 

Neste final de semana, Moro tentou surfar nas ondas da vitória da seleção, mas sequer desceu das arquibancadas com o seu chefe que, aliás, tomou uma grande vaia. Aliás, surpreendentes vaias de um público que pagou em torno de R$ 500,00 pelo ingresso, o que não perece um bom sinal para os dois - imaginem se tivesse um público de pobres assistindo o jogo no Maracanã?

Por outro lado, a vida real, ou seja, a economia, os empregos, as contas para pagar tornam-se um pesadelo diário para grande parte dos brasileiros. Nessa mesma semana, dois eventos envolvendo o setor empresarial também mostraram o desastre em que o bolsonarismo enfiou a produção no país. 

No Rio Grande do Sul, a Duratex fechou suas portas, desempregando 500 trabalhadores - segundo o gerente da empresa, por causa de "um Brasil que não veio". Em Sergipe, um empresário se matou durante um evento, em frente ao governador e ao Ministro de Minas e Energia, almirante Bento Albuquerque. 

Os últimos dias foram pródigos em sinais que, se bem compreendidos, podem ajudar em muito a nossa luta por direitos, empregos e soberania. Também foram fundamentais para aclarar de uma vez por todas que o ex-presidente Lula é prisioneiro político de uma "quadrilha" judicial, agora internacional. 

No entanto, ainda não são suficientes para "virar" o jogo da guerra judicial, ainda mais suscetível "aos dois soldados e um cabo" do que à voz das ruas. É preciso radicalizar a mobilização, ir às ruas, denunciar o novo golpe da Previdência, o desemprego, a entrega do nosso patrimônio nacional.

O "Brasil de Bolsonaro" não pode vingar, pois significará tornar a Nação brasileira irrelevante perante o mundo e uma colônia miserável para seus filhos. É decisivo, portanto, ampliar as alianças em torno da defesa da soberania, do desenvolvimento econômico, da geração de empregos e da educação.

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