O confisco do suspiro de vida imposto por Donald Trump

O cinismo e a desunanimidade de Trump vão ao ponto de adotar medidas restritivas contra a Rússia e a Venezuela no meio de uma pandemia. Entretanto, não será impossível que a sociedade norte-americana acerte as contas com ele ainda este ano

(Foto: Reuters)
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Não houve nada mais repulsivo no mundo, em época de pandemia, que a decisão de Donald Trump de confiscar equipamentos de combate ao coronavírus, inclusive 600 respiradores destinados ao Brasil, para atender interesses do “eleitorado” norte-americano. Isso não tem precedentes na história do mundo. É um crime de lesa-humanidade, na medida em que escolhe pessoas para viver e para morrer. Espantosa, além disso, é a forma como a grande mídia, inclusive a brasileira, serviçal aos EUA, aceita como natural esse confisco.

O recurso a uma lei de guerra do país para justificar o ato bárbaro mostra até que ponto o governo norte-americano é indiferente à humanidade, e exerce de forma implacável seu poder econômico e militar. Só um idiota como Bolsonaro poderia esperar dele alguma condescendência em favor do Brasil. Os Estados Unidos, já se disse, não tem amigos; tem interesses. E não há maior prova disso do que esse confisco que mostrou a todos os povos do mundo onde começa e onde termina a ambição americana. Na verdade, ela não tem limites.

O cinismo e a desunanimidade de Trump vão ao ponto de adotar medidas restritivas contra a Rússia e a Venezuela no meio de uma pandemia. Entretanto, não será impossível que a sociedade norte-americana acerte as contas com ele ainda este ano. Se o povo dos Estados Unidos não for tão bárbaro e insensível quanto ele, deverá, nas eleições, mandar que ele se recolha a alguns de seus cassinos em Las Vegas. Disse uma vez que a única força que pode se defrontar com o poder norte-americano é a sociedade americana. Ela vem aí, para votar!

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