O crepúsculo

O que queremos, como disse uma das pastoras signatárias do documento, é que haja um Nuremberg: que todos os responsáveis por esse descalabro sejam desalojados e julgados. Queremos novas eleições. A luta só termina quando restaurarmos a democracia e os direitos da classe trabalhadora!

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No dia 26/01/21, 380 lideres evangélicos, homens e mulheres, protocolaram, em Brasília, um pedido de impeachment ao Presidente Jair Bolsonaro por causa de vários crimes cometidos pelo mesmo, com ênfase no descaso criminoso para com o combate à pandemia.

Foi um ato memorável, principalmente, porque tem sido notória a participação de evangélicos fundamentalistas na eleição deste mandatário e no seu governo.

Pastoras e pastores evangélicos participaram direta ou indiretamente do conluio para a eleição deste desgoverno reprovado de achincalhado internacionalmente e que, finalmente, começa a experimentar o ocaso.

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É verdade que evangélicos e evangélicas há que, desde o golpe de 2016, vêm resistindo, de forma corajosa, com altos custos pessoais, à articulação da retrograda e subdesenvolvida elite branca brasileira para dilapidar a classe trabalhadora e destruir o país; passando pela destruição da soberania, da economia, dos biomas, e pelo genocídio dos povos originários e dos empobrecidos, especialmente, negras e negros.

A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito nasceu em 2016 para fazer este enfrentamento, denunciando o conluio do coronelato evangélico com essa elite que explora os fiéis que sustentam a luxúria destes lobos em pele de ovelhas.

Por isso, dia 26 de janeiro último foi um marco!

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Claro, sempre poderia ter sido antes e, de certa forma foi, pois a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito é subscritora, com outras forças vivas da sociedade civil democraticamente organizada, de outro pedido de impeachment do Presidente Bolsonaro.

Os pedidos já somam mais de 60.

Acontece que o Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, é como o Presidente Bolsonaro, não faz caso do povo, o chefe do executivo, frente à pandemia, o deixou à própria sorte, o chefe da câmara baixa, frente ao desgoverno, não o deixou mudar a sua sorte.

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O enfrentamento ganhou força e, com o evento dos evangélicos pedindo impeachment, ganhou mais um símbolo.

É claro que temos de estar atentos, porque para algumas das forças que se aliam, nesta última hora,  a derrubada do presidente significa dar boas vindas aos militares via Mourão.

O que queremos, como disse uma das pastoras signatárias do documento, é que haja um Nuremberg: que todos os responsáveis por esse descalabro sejam desalojados e julgados. Queremos novas eleições.

A luta só termina quando restaurarmos a democracia e os direitos da classe trabalhadora!

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